Covid-19: Brasil segue com mais de 2 mil mortos num único dia, e média móvel de óbitos tem novo recorde

Bruno Alfano
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RIO — O Brasil registrou 2.207 novas mortes e 78.297 novos casos de Covid-19 nesta quinta-feira, de acordo com o boletim do consórcio dos veículos de imprensa. Segundo o levantamento, o país conta agora com 11.284.269 infecções e 273.124 óbitos provocados pela pandemia. A média móvel de mortes bateu o recorde pela 13ª vez consecutiva, chegando a 1.705.

Os dados são do boletim do consórcio de imprensa, uma iniciativa formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo. Os veículos reúnem informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h.

Maiores médias móveis de mortes desde o começo da pandemia:

A média móvel de casos de Covid-19 é de 69.680, índice 30% superior ao visto 14 dias atrás. Já a média móvel de óbitos atingiu a marca de 1.705, 49% maior à registrada no mesmo período.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Vinte e cinco estados atualizaram seus dados sobre vacinação contra a Covid-19 nesta quinta-feira. Em todo o país, 9.294.537 pessoas receberam a primeira dose de um imunizante, o equivalente a 4,39% da população brasileira.

A segunda dose da vacina, por sua vez, foi aplicada em 3.736.776 pessoas, ou 1,76% da população nacional.

Em meio à escalada de casos de mortes causadas pela Covid-19 em todo o país, governadores e prefeitos têm tomado medidas para evitar a circulação de pessoas nas ruas, mas na ausência de uma coordenação nacional sobre as restrições as determinações variam de proibição de bebidas alcóolicas, toque de recolher, e até restrições a barracas nas praias ou a venda de eletrônicos e produtos não essenciais nos mercados.

Em São Paulo, o governo anunciou nesta quinta-feira uma fase emergencial, ainda mais rígida, a vigorar a partir da próxima segunda (15) até 30 de março. Além de estabelecer o toque de recolher em todos os 645 municípios paulistas, prevê o fechamento de praias e parques, proíbe a realização de cultos religiosos, atividades esportivas coletivas e a retirada de comidas em bares e restaurantes. Também estão proibidas de funcionar lojas de materiais de construção. Ficou também instituído o teletrabalho obrigatório em órgãos públicos e em escritórios que exerçam qualquer tipo de atividade que não seja do setor essencial.

As escolas permanecerão abertas apenas para retirada de materiais ou alimentação de alunos que necessitarem. Em relação ao transporte público - até então excluído das recomendações anteriores - a fase emergencial recomenda um escalonamento do horário de entrada no trabalho para evitar aglomerações.

No Rio, o prefeito Eduardo Paes prorrogou as medidas de restrição, que entram em vigor nesta sexta-feira (12) e vão até 22 de março. No entanto, mudou o horário de funcionamento de bares e restaurantes: há uma semana previstos para fechar às 17h, a partir de amanhã poderão fechar às 21h, com 40% da ocupação. A medida também vale para a retirada de alimentos em shoppings. Barraqueiros fixos na areia podem realizar o atendimento até 17h. Repartições públicas funcionam de 9h às 19h. Já as academias, estarão abertas sem restrição de horário, mas com capacidade reduzida de pessoas. Continua proibido permanecer em ruas, espaços públicos e praças entre as 23h e as 5h. A multa para quem descumprir essa medida é de R$ 562,42.

Em Minas Gerais, as regiões Triângulo do Sul, Triângulo do Norte, Noroeste e Norte, que abrangem ao todo 173 município, estão em lockdown. Na chamada "onda roxa" - denominação criada pelo governador Romeu Zema na semana passada - só estão permitidas atividades essenciais: setor de alimentos, serviços de saúde, bancos, transporte público, postos de combustíveis, manutenção de equipamentos e veículos, construção civil, indústrias, lavanderias, serviços de TI, imprensa e serviços como água, esgoto e correios. Álém disso, informou o governo, também está em vigor o toque de recolher entre 20h e 5h.