Covid-19: Comitê científico do Rio adia decisão sobre carnaval na Sapucaí e mantém plano de volta às aulas presenciais

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O Comitê Científico de Enfrentamento à Covid-19, que assessora a prefeitura do Rio, decidiu, em reunião na manhã desta quarta-feira, adiar a decisão sobre a realização dos desfiles no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. De acordo com o médico pediatra e sanitarista Daniel Becker, um dos membros do comitê, os especialistas recomendaram ainda que o plano de volta às aulas presenciais na rede municipal seja mantido, por considerar que, neste momento, não há evidências científicas que fundamentem a necessidade do ensino remoto ou híbrido. Além disso, o comitê também defendeu a retomada do uso de máscaras em locais abertos, especialmente onde não for possível manter o distanciamento social, embora o protocolo não deva voltar a ser obrigatório.

Em relação ao carnaval da Sapucaí, um novo encontro está marcado para o dia 24 de janeiro, quando os especialistas deverão emitir um parecer definitivo sobre o assunto. Até lá, os indicadores da pandemia na cidade continuarão sob monitoramento da Secretaria municipal de Saúde (SMS). Os dados de vigilância epidemiológica das próximas semanas também serão considerados na questão do retorno às aulas presenciais, apesar de o plano inicial da Secretaria municipal de Educação (SME) esteja mantido por enquanto.

O encontro teve o propósito de reavaliar decisão tomada em 22 de dezembro, quando o comite liberou a realização do carnaval no Rio, em razão do avanço da variante Ômicron e da consequente explosão de casos de Covid-19 na cidade. Secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz já sinalizou que seguiria o parecer dos especialistas.

Na sexta-feira, parte dos integrantes do Grupo Técnico de Assessoramento a Eventos de Saúde Pública da Secretaria de Estado de Saúde (SES), conhecido como comitê científico estadual, avaliou que, devido à explosão de casos da variante Ômicron da Covid-19, não há condições de liberar eventos abertos ou fechados que gerem aglomerações, que sejam difíceis de controlar. Baseado nos números atuais, essa lista incluiria hoje os desfiles na Marquês de Sapucaí, os eventos do carnaval de rua, bem como shows.

O comitê do estado é consultivo, ou seja, as autoridades estaduais podem seguir ou não suas orientações. O governo do RJ ainda não bateu martelo sobre proibição da festa. Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), caso haja divergência, vale a medida mais restritiva.

Em nota, o governo do estado reforçou, ainda na sexta-feira, que o carnaval no Sambódromo está mantido e a tendência é de suspensão do de rua. Na semana passada, o prefeito Eduardo Paes anunciou a suspensão da folia de rua, mas confirmou a manutenção dos desfiles na Sapucaí.

"A tendência é que o carnaval de rua seja suspenso, já que, neste caso, não há como fazer um controle sanitário, com adoção de protocolos sejam de testagem ou exigência de esquema vacinal completo. Não é possível decidir sobre um evento que irá acontecer daqui a dois meses à luz do cenário epidemiológico momentâneo. Novas reuniões deverão acontecer para embasar a decisão da SES", diz a nota do estado.

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