Covid-19: como se proteger da subvariante da ômicron

Nova subvariante do coronavírus, a Ômicron BQ.1, está gerando preocupação em todo o mundo (Foto: Getty Images)
Nova subvariante do coronavírus, a Ômicron BQ.1, está gerando preocupação em todo o mundo (Foto: Getty Images)
  • Novos casos de covid-19 têm preocupado países

  • No Brasil, já foi confirmada a primeira morte pela nova subvariante do coronavírus, a Ômicron BQ.1

  • Ter a vacinação completa contra a doença ajuda a manter em alta o número de anticorpos

Após um período de queda e estabilidade do número de novos casos de covid-19, a nova subvariante do coronavírus, a Ômicron BQ.1, está gerando preocupação e um sinal de alerta em todo o mundo.

A nova linhagem é responsável pelo recente aumento de casos nos Estados Unidos e na Europa, e já foi identificada no Amazonas, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Na terça-feira (8), foi confirmada a primeira morte desencadeada pela nova subvariante na cidade de São Paulo.

Especialistas acreditam que o Brasil se encaminha para uma nova onda de casos nas próximas duas a três semanas, com aumento mais acentuado em dezembro.

No entanto, algumas medidas individuais podem ajudar com a prevenção da doença.

Os especialistas apontam que a melhor maneira de conseguir manter em alta o número de anticorpos é seguir a vacinação completa contra Covid-19, incluindo todas as doses de reforço recomendadas e proteger as pessoas imunossuprimidas.

No caso da BQ.1, o que gera essa preocupação em torno da subvariante é o seu potencial de escape imune.

Como os anticorpos têm maior trabalho para se ligar ao vírus, é preciso ter mais deles para um combate efetivo. Ela consegue fugir de maneira relativamente fácil da imunidade produzida tanto pelas vacinas quanto por infecções anteriores.

Dados da França, um dos países com maior circulação da nova subvariante, mostram que as taxas de hospitalização e óbitos seguem estáveis. O indicador é atribuído à vacinação no país.

Diante disso, a médica infectologista Ana Helena Germoglio salienta, em reportagem ao portal Metrópoles, que a dose de reforço é uma ferramenta importante para garantir níveis mais altos de proteção contra o vírus.

“A tendência é que a taxa de anticorpos caia em quatro a cinco meses após a última dose. Como as subvariantes conseguem escapar de forma mais fácil dos anticorpos, é importante que a gente tenha essa quantidade renovada, e isso é feito através do reforço”, explica a especialista.

A infectologista entende que ainda não é o momento para retomar a obrigatoriedade do uso de máscaras ou determinar o fechamento de atividades que gerem aglomeração. Vale considerar o risco-benefício individual.

“Se a pessoa corre o risco de desenvolver a forma grave da doença e vai se expor em um local com aglomeração, com pessoas que não são de seu convívio familiar, é de bom tom que ela se previna mais. Além de fazer o reforço de todas as doses disponíveis, ela também deve utilizar máscara”, avalia.

Além disso, a especialista lembra que o uso da máscara é importante para evitar a transmissão não apenas do coronavírus, mas também de outros vírus, como a influenza e o sincicial respiratório (VRS).

“A máscara é uma questão de bom senso. Hoje, não temos apenas o aumento de casos de Covid-19, mas também de outros vírus. Já notamos isso com a alta na procura por atendimento nos prontos socorros por pessoas com doenças de vias aéreas superiores”, afirma.

É importante também intensificar a higienização das mãos e, no caso de idosos e pessoas imunodeprimidas, usar máscara em locais fechados ou com aglomeração.