Covid-19: dirigente da Anvisa diz que testes de vacina em adolescentes devem ser aprovados em breve

Fernanda Trisotto
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BRASÍLIA – As discussões para liberação de testes das vacinas da Pfizer e Janssen em adolescentes no Brasil estão em fase final na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A afirmação foi feita pelo gerente geral de medicamentos da agência, Gustavo Mendes, em entrevista à GloboNews na noite deste domingo

— A gente já tem a Pfizer e a Janssen com estratégias envolvendo adolescentes. A gente avaliou essas informações e viu que é possível. Estamos em discussão final para essa aprovação, mas vimos que os dados suportam, sim, essas aprovações dos testes nessa população – declarou.

Mendes explicou que, para esse tipo de pedido, a Anvisa avalia diferentes aspectos relacionados à segurança. No caso das vacinas para crianças e adolescentes, são levadas em consideração as diferenças metabólicas e de fisiologia, que exigem testes específicos neste público.

— Acreditamos que em breve vamos ter esses estudos sendo conduzidos no Brasil, junto com as novas propostas de vacina que estão vindo – afirmou, lembrando que além das vacinas para adolescentes da Pfizer e da Janssen, há novas iniciativas de vacinas nacionais e estrangeiras que requisitam testes no país.

Como o GLOBO já mostrou, as sete vacinas contra a Covid-19 com contratos ou negociações com o Brasil já fizeram estudos clínicos em crianças e adolescentes em outros países. A Pfizer, por exemplo, já publicou o estudo final da pesquisa com adolescentes.

A Janssen, que é uma empresa do grupo Johnson & Johnson, tem testes no exterior e já pediu autorização para pesquisa no país.

Outras vacinas na mira

Quando mencionou outras iniciativas de vacinas que estão no radar da Anvisa, Mendes fez referência a dois imunizantes que estão sendo desenvolvidos no Brasil e outros dois chineses.

Segundo o gerente da Anvisa, a agência está acompanhando o desenvolvimento da Butanvac, a vacina nacional do Instituto Butantan, e a Versamune, uma parceria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto (FMRP-USP) com a Farmacore Biotecnologia e a PDS Biotechnology, dos Estados Unidos.

Ainda de acordo com Mendes há outras duas vacinas chinesas que pretendem fazer estudos clínicos da fase 3 no país. A Anvisa ainda analisa esses pedidos.