Covid-19: eleição francesa pode contribuir para o aumento de casos e abstenção?

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Com o fim da obrigatoriedade do uso das máscaras e das medidas de prevenção, o SARS-CoV-2 está circulando livremente na França e o segundo turno da eleição presidencial, no dia 24 de abril, é propício para a propagação do vírus. Dois especialistas franceses conversaram com a RFI Brasil sobre os riscos sanitários que envolvem a votação.

Taíssa Stivanin, da RFI

Durante a campanha, o governo francês anunciou que pacientes positivos para a Covid-19 estariam autorizados a participar da eleição. Essa decisão poderia aumentar a propagação do SARS-CoV-2 e a taxa de abstenção?

Às vésperas do segundo turno, muitos internautas questionaram nas redes sociais a estratégia do governo francês, que optou por não impor regras sanitárias mais rígidas durante a votação. Muitos se perguntam se os pacientes que contraem a Covid-19 – a maior parte deles assintomáticos nessa onda da pandemia – não poderiam transmitir o vírus involuntariamente na hora do voto.

“Há muitas pessoas que passam pelos locais de votação, de manhã até a noite, e que às vezes vão esperar uma hora em uma fila, sem distância física. Isso certamente aumenta o risco de transmitir o vírus”, explicou o infectologista francês Pierre Tattevin, que atua no hospital universitário de Rennes e é vice-presidente da Sociedade Francesa de Doenças Infecciosas.


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