Covid-19: Estado do Rio distribui o maior lote de vacinas desde o início da pandemia

Rafael Nascimento de Souza
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RIO - Quase 900 mil doses de vacinas da Coronavac e Astrazeneca foram distribuídos na manhã desta sexta-feira pela Secretaria estadual de Saúde para os 92 municípios do estado. Esse é o maior lote dos imunizantes já recebidos pelo Rio desde o início da pandemia. De acordo com a secretaria, boa parte das vacinas serão utilizadas para a aplicação de segunda dose das pessoas já vacinadas. E cerca de nove mil doses serão destinadas às forças de Segurança do estado, que passaram a ser consideradas prioritárias.

Apesar de o prefeito do Rio, Eduardo Paes, ter divulgado em coletiva nessa quinta-feira, que só iniciaria a vacinação das forças de segurança a partir do dia 26 de abril, o governo do estado vai garantir a imunização desse grupo já nos próximos dias.

Os imunizantes que serão distribuídos às forças de Segurança, no entanto, ainda estão com a Secretaria de Saúde, pois a Polícia Militar não teria onde estocar as ampolas. A corporação buscará as vacinas de acordo com a necessidade.

De acordo com a secretaria de Saúde, a reserva das vacinas para esse grupo cumpre as recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O governo do estado diz que o Ministério da Saúde recomendou a vacinação dos "segmentos das forças de segurança e salvamento, bem como das forças armadas que vêm atuando diretamente nas ações de controle da pandemia". Ainda segundo a secretaria, as doses enviadas aos municípios não sofrerão impacto com a inclusão destas categorias, uma vez que continuam sendo separadas de forma proporcional para cada grupo a ser vacinado.

Não foi divulgado o número recebido por cada cidade. O Rio teria recebido a maior remessa de doses: 359.390 frascos de Coronavac e 30.910 ampolas da Astrazeneca. Esse carregamento já foi pego na Central Geral de Abastecimento (CGA), que fica no Fonseca, em Niterói.

Em nota, a Secretaria municipal de Saúde (SMS) afirmou que “as novas doses compõem o estoque para dar continuidade aos calendários que já foram divulgados”. Ainda de acordo com a SMS, “quase a totalidade dessas doses serão destinadas à aplicação de segunda dose das pessoas já vacinadas”.

O Rio de Janeiro bateu um novo recorde de mortes por Covid-19 no estado. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que o Rio registrou nesta quinta-feira, 1º de abril, 387 mortes por Coronavírus, o maior número durante desde que a pandemia se iniciou, em março de 2020. isso equivale, em média, a um óbito a cada quatro minutos. A marca negativa anterior aconteceu em 3 de junho do ano passado, com 324 mortes confirmadas.

Os prefeitos do Rio, Niterói, Maricá e Itaguaí apresentaram nesta quinta-feira, dia 1º, um calendário de vacinação único para seus respectivos municípios. A medida é uma tentativa de evitar deslocamentos de moradores entre essas cidades em busca de doses contra a Covid-19. Serão dois dias de vacinação para cada idade, começando no dia 26 de abril com pessoas de 59 anos. No dia 29 de maio, essa etapa da imunização será concluída com pessoas de 45 anos.

Além de pessoas com comorbidades e/ou deficiência permanente que tenham 45 anos ou mais, a fase da campanha de vacinação que vai de 26 de abril a 29 de maio nos municípios do Rio, Niterói, Maricá e Itaguaí contemplará quatro áreas profissionais para trabalhadores que estejam na ativa. No local de vacinação, será preciso mostrar o contracheque como forma de comprovação. Fazem parte deste grupo prioritário pessoas de 45 a 59 anos que atuem na saúde, educação, limpeza urbana e segurança. Quanto a este último, as profissões são explicitadas da seguinte maneira: policiais militares, policiais civis, bombeiros, guardas municipais e agentes penitenciários.

As comorbidades contempladas pelo Plano Nacional de Imunização (PNI) são diabetes mellitus; hipertensão arterial grave; doença pulmonar obstrutiva crônica; doença renal; doenças cardiovasculares e cerebrovasculares; anemia falciforme; câncer; obesidade grave; e indivíduos transplantados de órgão sólido. Nos locais de vacinação, será preciso apresentar atestado médico.