Covid-19: estado do Rio tem 43 casos suspeitos da variante Ômicron, mais da metade deles na capital

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A Secretaria estadual de Saúde (SES) informou, neste sábado, que 43 casos suspeitos da variante Ômicron da Covid-19 estão sendo investigados pela Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde. Mais da metade deles (28) é na capital, e outros três municípios da Região Metropolitana também aparecem na lista: Niterói (2), São Gonçalo (1) e Nilópolis (1). Há, ainda, casos da doença sendo analisados em Angra dos Reis (4), Volta Redonda (3), Macaé (2), Cabo Frio (1) e Saquarema (1).

De acordo com a SES, as investigações relativas a casos suspeitos da Ômicron tiveram início nesta sexta-feira, véspera de Natal, quando a rede de laboratórios Dasa RJ relatou a presença da variante em testes do tipo RT-PCRs para Covid-19. As amostras haviam sido coletadas entre os 1º e 20 de dezembro.

Contudo, ainda segundo a secretaria, ainda não se pode afirmar que se tratam de casos da Ômicron, porque o resultado desses testes serve apenas como "método de triagem". Nas próximas semanas, as amostras serão sequenciadas pela própria rede de laboratórios, com os resultados sendo divulgados em seguida.

Ainda assim, a SES comunicou todas as vigilâncias sanitárias municipais sobre os casos suspeitos. Desse modo, afirma a pasta, será possível monitorar e acompanhar tanto os pacientes testados quanto pessoas que por ventura tenham mantido contato com eles.

A secretaria comunicou, por fim, que fará ela própria testes PCR nos pacientes que ainda estiverem dentro do prazo para o procedimento. Nestes casos, as vigilâncias municipais "vão coletar o exame para encaminhar ao Laboratório Central de Saúde Publica Noel Nutels (Lacen RJ)". Os resultados positivos serão sequenciados no laboratório de referência da Fiocruz.

Até o momento, o município do Rio já identificou uma amostra da nova cepa do coronavírus, de uma americana que viajou para o Brasil. Por enquanto, a cidade segue sem transmissão comunitária da Ômicron.

Nesta quarta-feira, um estudo sul-africano, que ainda não passou por revisão de pares, sugeriu riscos reduzidos de hospitalização e doença grave em pessoas infectadas com a variante Ômicron do coronavírus em comparação com a Delta. Segundo os autores, parte disso provavelmente se deve à alta imunidade da população. No caso da vacina da Pfizer, dados laboratoriais indicam que a proteção contra a Ômicron é insuficiente com duas doses, mas eficaz com três.

Na semana passada, a cidade do Rio liberou a antecipação da dose de reforço de cinco para três meses após a segunda, embora mantenha o prazo mais longo como recomendação oficial. Às vésperas de fim de ano, o município registrou uma alta de 64% na procura por vacinas nas últimas duas semanas. A maioria das doses aplicadas foi de reforço.

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