Covid-19: Estoque de testes do Estado do Rio deve acabar esta semana; secretário pede nova remessa à Saúde

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A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) enviou um ofício nesta terça-feira ao Ministério da Saúde para pedir uma nova remessa de 800 mil testes de antígeno para Covid-19. A finalidade é reabastecer os postos de testagem de todos os 92 municípios do estado. Segundo o documento, o atual estoque de kits da pasta, que foram enviados pelo governo federal e estão sendo distribuídos às cidades desde segunda-feira, é suficiente apenas até o fim desta semana.

No ofício, o titular da pasta, Alexandre Chieppe, pontua que o estoque estratégico da SES foi disponibilizado para os municípios a partir de ontem (segunda-feira). "A previsão é que a demanda por testagem consuma essa última remessa ainda esta semana", escreve.

"Reforçamos a necessidade de envio da quantidade solicitada no referido ofício, que é de 800 mil testes por semana", diz ainda o secretário.

O governador Cláudio Castro anunciou, nesta terça-feira, a abertura de um novo centro de testagem de Covid-19 no Maracanã, Zona Norte. O agendamento no posto já começa a ser feito nesta quarta-feira e o atendimento começa na quinta. O funcionamento será de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

A variante Ômicron alcançou 100% de predominância nas mais recentes análises de sequenciamento genômico do coronavírus, informa a Secretaria municipal de Saúde (SMS) do Rio de Janeiro. Isso significa que, nas pesquisas realizadas por amostragem entre os dias 1º e 18 deste mês, a nova cepa do SARS-Cov-2, mais contagiosa, desbancou todas as demais variantes já introduzidas no cenário epidemiológico do município. Nenhuma outra linhagem tornou-se absoluta nos exames genéticos em tão pouco tempo — nem mesmo a Delta, que apresentou ampla vantagem em termos de transmissibilidade quando comparada a suas antecessoras.

— A Delta levou 45 dias para chegar a 98% de predominância, enquanto a Ômicron levou 17. Uma semana depois, chegou a 100% — diz o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz.

Das 40 amostras analisadas em novembro de 2021, antes da chegada da Ômicron ao Rio, 39 apontaram a presença da variante Delta, e uma indicou a cepa Gamma (P.1). Já em dezembro, quando a Ômicron começou a circular no município, todas as 66 amostras analisadas continham a nova variante. O panorama se repete em janeiro: todas as 38 amostras sequenciadas este mês indicam a presença da cepa recém-chegada. Os dados constam num novo boletim epidemiológico da prefeitura, lançado no último dia 20.

Outro sinal da altíssima capacidade de transmissão da Ômicron foi o aumento que ela provocou na taxa de reprodução do vírus, índice que calcula a quantidade de pessoas saudáveis que um infectado é capaz de contaminar (também chamado de R). No Rio, o R ficou em 0.7 em dezembro, a menor taxa de toda a pandemia. Hoje, a situação é inversa: o índice está em 3.7, o maior patamar de toda a pandemia. Ou seja, cada 100 pessoas infectadas transmitem o vírus para outras 370.

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