Covid-19: famílias trocam Natal em grupo por ceia on-line

Larissa Medeiros*
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RIO — Em um Natal normal, o feriado de Luciana Vilela, moradora de Santa Teresa, seria outro. A véspera da festa natalina era o convite para extensão das comemorações pelos dias 25 e 26, data do aniversário de sua mãe. Porém, este ano, a necessidade de distanciamento social e o medo do novo coronavírus fizeram com que dezenas de famílias, como a de Luciana, amantes do Natal, marcassem o encontro do dia 24, à meia-noite, por chamada de vídeo.

— Minha mãe tem 86 anos e meu pai, 80. Além deles, tenho minha mãe de consideração de 87 anos que também é do grupo de risco. Infelizmente, este ano não haverá festa, mas temos em mente que o principal é preservar a vida de todos — diz.

Quem tem o mesmo pensamento é Selma Regina Silva, moradora do Flamengo, que em um Natal normal comemoraria madrugada afora com aproximadamente 30 pessoas.

— O Natal ia até umas cinco horas da manhã, com Papai Noel, música e diversão. Infelizmente, este ano não poderemos nos reunir. Sentirei falta dos papos, abraços e risos; da dança. Ainda não caiu a minha ficha, mas é preciso nos cuidarmos — afirma.

Selma também tem pessoas de risco na família. Entre elas, a mãe, que nunca deixou de fazer parte das comemorações natalinas. Por isso, este ano a noite especial será passada apenas na companhia da amiga que mora com ela.

— Vamos fazer somente o que eu e ela gostamos de comer. Eu, um bom bacalhau à portuguesa; e ela, pernil com abacaxi e laranja. À meia-noite, f aremos uma chamada de vídeo com minha irmã e minha mãe, que moram juntas— conta.

*Estagiária, sob a supervisão de Milton Calmon Filho

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