Covid-19: fila de espera por leitos de UTI no Rio recua pela primeira vez em 16 dias, mas ainda é de quase 700 pacientes

Luã Marinatto
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RIO - A fila de espera por vagas de UTI para Covid-19 no estado do Rio registrou, nesta segunda-feira, o primeiro recuo em 16 dias. No último domingo, havia, segundo a Secretaria estadual de Saúde, 710 pacientes aguardando por um leito. Hoje, o número caiu para 694 - ainda assim, o segundo maior de toda a pandemia.

Em 13 de março, quando os casos de coronavírus iniciaram a escalada, eram apenas 64 pessoas à espera de uma UTI exclusiva para a doença. Em pouco mais de duas semanas, o tamanho da fila cresceu 11 vezes, levando a rede à beira do colapso completo.

Já o total de pessoas que aguardam por um leito de enfermaria dedicada à Covid-19 continuou crescendo, passando de 279, no domingo, para 327 nesta segunda-feira. Com isso, a fila geral, considerando enfermarias e UTIs, bateu os mil pacientes (1.021), em um ligeiro aumento na comparação com os 989 da véspera.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI na rede pública fluminense, por sua vez, também recrudesceu. O percentual de vagas em utilização caiu de 92,4%, no domingo, para 87,5%. A ocupação nos leitos de tratamento intensivo situados na capital do estado, contudo, permaneceu estável, na casa dos 92%.

Nesta segunda-feira, durante transmissão nas redes sociais, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que novos dados indicam que o número de internações e de mortes de pessoas mais velhas na cidade diminuiu, o que seria um reflexo do avanço da vacinção. Ainda segundo Paes, embora unidades como o Hospital de Acari estejam "completamente lotadas", o tempo médio de internação dos pacientes apresentou queda.

Paes também agradeceu aos cariocas que estão respeitando as medidas de isolamento em vigor desde a última sexta-feira. Em uma ação para conter o avanço da Covid-19, foi decretado um feriado de dez dias na cidade e no estado, com uma série de restrições.