COVID-19 gera a 'crise mais grave' no emprego desde a II Guerra Mundial

Pessoas com máscaras aguardam em fila para obter seu seguro-desemprego em Santiago, no Chile

A Organização Mundial do Trabalho (OIT), uma agência da ONU, acredita que o mercado de trabalho enfrenta com a pandemia de coronavírus sua "maior crise desde a Segunda Guerra mundial", com 1.250 milhões de trabalhadores em risco de demissão ou redução de salário.

Segundo um estudo da OIT publicado nesta terça-feira (07), estima-se que a pandemia do novo coronavírus pode fazer desaparecer 6,7% das horas de trabalho no mundo apenas no segundo trimestre de 2020, ou seja, o equivalente a 195 milhões de postos em período integral.

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Essas duras perdas no emprego são esperadas principalmente em países com renda intermediária superior (100 milhões de equivalentes em período integral afetados), uma situação que "vai além dos efeitos da crise financeira de 2008-09".

Os países árabes e a Europa foram fortemente afetados devido a sua população, mas em termos absolutos, é a região Ásia-Pacífico a que mais sofrerá com a situação neste período do ano.

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Globalmente, essas perdas devastadoras em termos de horas trabalhadas e de empregos constituem "a mais grave crise mundial desde Segunda Guerra Mundial", segundo a OIT.

Devido aos confinamentos, na população ativa mundial de 3,3 bilhões de pessoas, mais de 81% estão atualmente afetadas pelo fechamento total ou parcial dos locais de trabalho, de acordo com a OIT.

Desse modo, atualmente 1.250 milhões de trabalhadores estão atualmente empregados em setores identificados como propensos a um alto risco de aumento "drástico e devastador" de demissões e redução de salários e horas trabalhadas.

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