Covid-19 gerou volume muito maior de pesquisas acadêmicas do que Zica e Ebola em seus auges

Rafael Garcia
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SÃO PAULO - O ano de 2020 termina com mais de 250 mil trabalhos científicos publicados sobre a Covid-19, totalizando 4,4% da produção científica mundial de acordo com o banco de dados Dimensions, especializado em métricas acadêmicas. A parcela da comunidade científica mobilizada para trabalhar em uma única doença não tem precedentes na história recente.

O diferencial da Covid-19, claro, é que a epidemia varreu o mundo inteiro — incluindo os dois países que mais produzem ciência no planeta: China e Estados Unidos.

A parcela de 4,4% se torna mais impressionante quando, de acordo com a mesma base de dados, compara-se os trabalhos sobre Covid-19 com os de duas grandes epidemias recentes. O surto de Ebola na África, concentrado em 2014 e 2015, e a epidemia de Zika na América Latina em 2016 e 2017 não chegaram a representar mais que 0,2% da produção científica da época.