Covid-19: Hong Kong anuncia vacinação em crianças de 12 a 15 anos

·2 minuto de leitura

RIO - O governo de Hong Kong já definiu os protocolos para que a vacinação de crianças e adolescentes de 12 a 15 anos comece na próxima segunda-feira (14). O agendamento poderá ser feito a partir desta sexta-feira e as vacinas também serão aplicadas em escolas. Para este público mais jovem, o imunizante usado será exclusivamente o da Pfizer/BioNTech, que já conta com essa autorização.

O acesso dos mais jovens vai acontecer de três formas, segundo o portal South China Morning Post: com agendamento individual dentre os 24 postos em que a vacina da Pfizer/BioNTech está disponível; pelos grupos de vacinação, nestes mesmos locais; ou por meio de campanhas em algumas escolas onde alunos, pais e funcionários se disseram dispostos a serem imunizados.

A inclusão de crianças e adolescentes vai ao encontro da política de estímulo à vacinação que o país tem adotado recentemente. A medida já havia sido anunciada, na semana passada, pela ministra da Saúde de Hong Kong, Sophia Chan Siu-chee, mas só agora foi definido como isso deverá acontecer.

Até então, a cidade-estado vinha imunizando somente pessoas a partir dos 16 anos. Para os maiores de 18 anos, a Coronavac, do laboratório chinês Sinovac, também está disponível.

A nova medida foi anunciada pelo ministro do Serviço Público de Hong Kong, Patrick Nip Tak-kuen, em entrevista coletiva.

— As duas vacinas disponíveis em Hong Kong são seguras e aprovadas pela Organização Mundial da Saúde, e mais de 2,2 bilhões de pessoas as receberam globalmente — disse Tak-kuen, segundo o South China Morning Post.

De acordo com ele, os próximos três meses serão “a fase crítica” e a expectativa é de que os residentes sejam “vacinados com a primeira dose até agosto”, buscando alcançar a “imunidade coletiva”.

O governo de Hong Kong tem criado medidas para estimular a vacinação de sua população, cujo ritmo ainda não é o esperado. Os funcionários públicos, por exemplo, receberão uma folga para cada dose recebida do imunizante contra a Covid-19 e a orientação das autoridades é de que o setor privado também siga esta linha.

Já um clube privado da região, o Hong Kong Football Club, decidiu impor medidas aos funcionários que optarem por não tomar a vacina. Caso eles não tenham um atestado médico de dispensa para isso, deixarão de ganhar aumentos salariais, bônus e promoções. Aqueles que forem imunizados, pelo contrário, serão premiados com uma folga e pagamentos extras.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos