Covid-19: Malawi incinera mais de 19 mil doses fora da validade após boato sobre vacinação

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Autoridades de Saúde do Malawi, no sudeste da África, decidiram incinerar 19.610 doses expiradas da vacina contra a Covid-19 desenvolvidas pela AstraZeneca. Segundo o governo local, após a divulgação da informação de que o país tinha imunizantes vencidos armazenados — por recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) — notou-se uma queda na procura pela campanha de vacinação. As doses não eram utilizadas desde o mês de abril.

— Quando se espalhou a notícia de que tínhamos vacinas vencidas, percebemos que as pessoas não vinham às nossas clínicas para se imunizar. Se não as queimarmos, as pessoas pensarão que estamos usando vacinas vencidas em nossas instalações — disse o médico Charles Mwansamb, secretário de saúde do Malawi à BBC.

Mwansamb lamentou o fato de ter que destruir os frascos, mas afirmou que "os benefícios superaram os riscos" e que o ato era "apenas uma formalidade".

O país recebeu 102 mil doses da vacina em 26 de março e usou quase 80% do estoque. A data de validade, porém, era 13 de abril, quando os frascos foram retirados da refrigeração.

A OMS inicialmente pediu que países guardassem as vacinas, mesmo vencidas, até se saber se poderiam ter algum uso, já que atualmente há outros imunizantes com vida útil de até 36 meses. Posteriormente, o órgão informou que produtos com datas de validade expiradas poderiam ser destruídos, porque ainda não há dados suficientes sobre a eficácia após longos períodos.

"Embora o descarte de vacinas seja profundamente lamentável no contexto de qualquer programa de imunização, a OMS recomenda que essas doses expiradas sejam removidas da cadeia de distribuição e descartadas com segurança", informou a organização em nota no dia 17 de maio.

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