Covid-19: Ministério da Saúde inclui pessoas com doenças neurológicas em grupos prioritários para vacinação

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BRASÍLIA — O Ministério da Saúde acrescentou nesta quinta-feira pessoas com doenças neurológicas crônicas ao rol de prioridades na imunização contra a Covid-19. A atualização já consta no Plano Nacional de Operacionalização, que norteia a atuação das secretarias de saúde no caso. É delas a responsabilidade para definir o cronograma de vacinação para esse grupo, informou a pasta.

Na lista de comorbidades, agora estão acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico ou hemorrágico, ataque isquêmico transitório, demência vascular, paralisia cerebral, esclerose múltipla e deficiência neurológica grave. Também há doenças neurológicas crônicas com impacto no sistema respiratório, além das hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular.

Ao todo, a pasta estima que mais 78,4 milhões de pessoas integram os grupos prioritários em todo o país. Pessoas com diabetes melitus, pneumopatias crônicas graves e doenças crônicas graves, entre outros, já foram incluídas anteriormente.

Contraindicações

A pasta também atualizou a lista de contraindicações das vacinas contra a Covid-19. No caso da Covishield, desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela Astrazeneca, pessoas que já tiveram trombose venosa e/ou arterial junto à queda no número de plaquetas, chamada de trombocitopenia, depois de tomar qualquer imunizante contra o novo coronavírus.

Essa alteração no plano não afeta gestantes e puérperas (mulheres até 45 dias pós-parto) que tomaram a primeira dose da Astrazeneca. Esse grupo deve completar o esquema vacinal, isto é, tomar a segunda dose (conhecida como d2), após o fim do puerpério.

Por recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a pasta já havia interrompido temporariamente a imunização dessas mulheres com a Covishield em 11 de maio, após a morte por AVC de uma grávida de 35 anos e do feto de 23 semanas, no Rio de Janeiro. O caso é investigado, mas ainda não é possível comprovar a ligação entre o uso da vacina e o óbito.

A vacinação segue suspensa para grávidas sem doenças preexistentes. Já as que sofrem de alguma comorbidade deverão receber doses da Comirnaty, desenvolvida pela Pfizer, ou de CoronaVac, da Sinovac Biotech com o Instituto Butantan. Cada mulher só poderá receber a vacina após prescrição médica.

A pasta orienta que mães não devem interromper a amamentação para tomar a vacina. Além disso, também podem doar leite materno. Pesquisas indicam que elas transferem anticorpos para o bebê durante aleitamento materno.

Pessoas que estão infectadas ou com suspeita da doença devem aguardar a recuperação e pelo menos 28 dias desde o início dos sintomas para receber a doses.

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