Covid-19: Ministério da Saúde estende vacinação simultânea a todos os imunizantes do PNI

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BRASÍLIA — O Ministério da Saúde eliminará o prazo de aplicação entre vacinas contra a Covid-19 e as demais do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Assim, será possível tomar dois imunizantes, incluindo o do coronavírus, no mesmo dia. No entanto, a pasta não fixou data para que a decisão, publicada em nota técnica nesta quarta-feira, entre em vigor.

Antes, o intervalo mínimo era de duas semanas. O ministro de Saúde substituto, Rodrigo Cruz, antecipou na segunda-feira que a medida valeria para as vacinas da Covid-19 e da gripe, mas que a pasta avaliava ampliar para outras também.

"O Ministério da Saúde opta por, neste momento, atualizar as recomendações referentes a coadministração das vacinas covid-19 com as demais vacinas em uso no país para não mais exigir o intervalo mínimo entre as vacinas covid-19 e as demais vacinas em uso no país. Desta forma as vacinas covid-19 poderão ser administradas de maneira simultânea com as demais vacinas ou em qualquer intervalo”, diz a nota técnica.

A decisão se baseou em orientação da Câmara Técnica Assessora de Imunização Covid-19 (Cetai). O grupo avalia que os benefícios da dupla imunização superam eventuais riscos. Nessa perspectiva, o objetivo é não só acelerar a vacinação, mas também ampliar a cobertura contra outras doenças, que caiu durante a pandemia.

Entre outras razões para subsidiar a medida, estão o acúmulo de conhecimentos durante a aplicação da vacina anticovid e a administração de outros imunizantes simultaneamente. Como O GLOBO mostrou, há risco de surtos de doenças no Brasil por causa da baixa adesão às vacinas.

De acordo com a pasta, o prazo de 14 dias foi adotado por cautela para monitorar as vacinas e o uso delas em larga escala:

“O estabelecimento de intervalo mínimo entre as vacinas covid-19 gera dificuldades operacionais com a necessidade de múltiplas idas aos serviços de saúde e a perda de oportunidade de vacinação. A administração de múltiplas vacinas em apenas uma visita amplia as chances de se ter um cartão de vacinação atualizado permitindo aumentar as coberturas vacinais, proteger a população contra doenças imunopreveníveis e otimizar o uso de recursos públicos”, continua.

Segundo a nota técnica, a decisão também vale para aplicação de imunoglobulinas, anticorpos monoclonais e soros heterólogos. A exceção é para pessoas que contraíram covid-19 e foram tratados com anticorpos monoclonais anticovid — como sotrovimabe, banlanivimabe e etesevimabe —, plasma convalescente e imunoglobulina. Nesse caso, devem aguardar 90 dias até a vacinação.

O documento é assinado pela secretária extraordinária de Enfrentamento da Covid-19, Rosana Melo, pelo secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, pela coordenadora-geral substituta do PNI, Adriana Regina Farias Pontes Lucena, e pela diretora do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis, Cássia de Fátima Rangel Fernandes.

A pasta orienta que cada vacina seja preferencialmente aplicada em grupos musculares diferentes, isto é, por exemplo, uma em cada braço. Se não for possível, deve haver 2,5 centímetros de distância entre cada dose a fim de distinguir possíveis reações adversas.

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