Covid-19: 'Não é um momento de festa', diz Paes sobre feriadão que começa nesta sexta no Rio

Luiz Ernesto Magalhães
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O prefeito Eduardo Paes disse, nesta quinta-feira, ter certeza que a população vai acatar as medidas mais restritivas que começam a valer no município do Rio nesta sexta. Ele frisou que não é um momento de comemoração e, sim, de fazer um esforço para tentar conter o avanço dos casos de Covid-19.

— Nesses dez dias não tem feriadão, superferiado. Não deve eve ser chamado de superferiado. Não é um momento de festa. Vamos interromper as atividades para conter aglomerações. Tenho certeza que a população vai ajudar como ajudou no fim da semana passada e não ficar nas praias - disse Paes.

Em projeto apresentado à Câmara de Vereadores do Rio na noite desta e quarta-feira, o prefeito pediu autorização da Casa para instituir uma espécie de auxílio emergencial para comerciantes que tiverem que fechar a partir durante os próximos dez dias.

Pela proposta de Paes, seria pago o valor de até um salário mínimo por empregado que ganhe, no máximo, três salários mínimos, de forma proporcional ao período de suspensão das atividades empresariais. O limite de auxílios bancados por pessoa jurídica será de até cinco empregados. O comerciante que aderir ao programa terá que se comprometer a não reduzir o número de empregados pelos dois meses subsequentes à data de adesão. Uma condição é que a atividade se enquadre como microempresa ou empresa de pequeno porte e tenha cadastro na prefeitura de início da atividade até o dia 1º de março.

Um levantamento feito pelo EXTRA no painel Covid-19 do Estado revela que o Rio tinha nesta quarta-feira quase 2,5 vezes mais pessoas na fila do que UTIs disponíveis. Com a taxa de ocupação das 2.124 vagas de terapia intensiva em 88,7%, sobravam apenas 240 leitos. Um número insuficiente para atender a 582 pessoas que esperavam na fila por uma UTI.

Embora não use o termo colapso, o governo estadual negocia com a União a entrega de novos leitos. O governador em exercício Cláudio Castro esteve em Brasília esta semana para discutir com o Ministério da Saúde a possibilidade de compartilhar a gestão do Hospital da Lagoa ou estadualizá-la. Com isso, até 450 novas vagas poderiam ser criadas.