Covid-19 na gravidez aumenta risco de atraso no desenvolvimento infantil, diz estudo

Filhos de mulheres que pegaram Covid-19 enquanto estavam grávidas tinham quase duas vezes mais chances de sofrer atrasos em atingir marcos de desenvolvimento, como balbuciar e segurar objetos, em comparação com crianças cujas mães não foram infectadas. A conclusão é de um pequeno estudo, publicado na revista JAMA Network Open.

Tem namorada? Por que você não deve fazer essa pergunta a uma criança

Síndrome de Ménière: além do padre Fábio de Melo, veja outros cinco famosos que tratam a doença

Sexualidade na terceira idade: 'É preciso falar mais dos idosos que saem do armário, eles existem e são vulneráveis', diz geriatra

A equipe de pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts em Bosto, nos Estados Unidos, chegou a essa conclusão após comparar os registros de bebês de 7.550 mulheres que não testaram positivo para a infecção durante a gravidez com 222 mulheres que o fizeram. Todas as pacientes foram atendidas em 2020, em seis hospitais em Massachusetts. A equipe analisou se as crianças foram diagnosticadas com atrasos na fala e no desenvolvimento físico quando completaram 1 ano.

Os resultados mostraram que os bebês cujas mães foram infectadas tinham cerca de 6% de chance de tal diagnóstico quando tinham um ano de idade, em comparação com 3% para aqueles cujas mães não pegaram Covid-19. Essa associação permaneceu mesmo após serem considerados fatores como raça e prematuridade. A prematuridade é relevante porque a infecção pelo novo coronavírus aumenta o risco de uma grávida dar à luz prematuramente e os bebês prematuros podem demorar para atingir tais marcos.

Quarta onda de Covid: especialistas esclarecem as novas dúvidas dos brasileiros sobre a alta de casos

Pesquisas anteriores já haviam mostrado que que infecções por vírus, como a gripe, durante a gravidez estão associadas a taxas mais altas de autismo, bem como a condições cerebrais como esquizofrenia e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. A explicação para essa associação ainda não está clara, mas estudos em animais indicam que infecções aumentam a quantidade de produtos químicos inflamatórios na corrente sanguínea, o que pode afetar o cérebro do feto em desenvolvimento.

Apesar dos resultados, os pesquisadores afirmam que a grande maioria dos bebês não tem nenhum atraso. Além disso, as conclusões do estudo são preliminares. Das 222 gestantes que testaram positivo para Covid-19 durante a gravidez, apenas 14 bebês tiveram atrasos no desenvolvimento.

Joelma: "Inchaço no rosto já reduziu em 40% e será eliminado no máximo em 3 semanas", afirma médica da cantora

Também não se sabe se esses atrasos são temporários e as crianças afetadas eventualmente alcançarão seus pares. Para esclarecer esses pontos, são necessários mais estudos, com um número maior de crianças.

Outro ponto a ser considerado é que todas essas gestantes foram infectadas pela cepa original do Sars-CoV-2, que emergiu de Wuhan, na Chin. Não se sabe se ser infectado por uma variante diferente ou se estar vacinado poderia alterar esse resultado.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos