Covid-19 no Rio: Mapa de risco estadual apresenta municípios em nível 'muito baixo' pela primeira vez; saiba quais são

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Pela primeira vez desde o início de sua publicação, em julho de 2020, o mapa de risco de transmissão de Covid-19 do Estado do Rio, elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), apresenta municípios com a classificação "muito baixo", correspondente à bandeira verde. São eles: Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, Itaguaí, Japeri, Nilópolis, São João de Meriti, Mesquita e Queimados. As cidades restantes estão com nível "baixo" (bandeira amarela), com exceção de Maricá e Paracambi, que estão com nível "moderado" (bandeira laranja).

O nível de classificação de risco de cada município é um dos parâmetros previstos na resolução da SES que regulamentou no início da tarde o fim do uso obrigatório de máscara em ambientes abertos no estado. A nota técnica, motivada pela lei estadual sobre o tema que foi sancionada nesta quarta-feira, foi publicada ainda nesta quinta-feira, em edição extraordinária do Diário Oficial, como previsto pelo titular da pasta, Alexandre Chieppe.

— A nota faculta essa possibilidade aos municípios, mas eles podem ser mais restritivos localmente. Além disso, ela determina que as máscaras seguirão obrigatórias em ambientes fechados — disse Chieppe ao GLOBO na manhã desta quinta.

Segundo o secretário, uma determinada cidade só terá autorização para abolir a obrigatoriedade da proteção facial em locais abertos caso esteja com bandeira verde (risco muito baixo), amarela (baixo) ou laranja (moderado). Além disso, a cobertura vacinal do município já deverá ter atingido 65% da população total ou 75% da população-alvo da campanha (pessoas com 12 anos ou mais) com as duas doses ou dose única — ou seja, esquema vacina completo.

— Também consideramos a possibilidade de abranger 75% do público-alvo porque os municípios têm diferentes perfis populacionais — informa Chieppe.

A capital do Rio, que atende às duas condições previstas na resolução, aguardava a resolução para liberar a dispensa das máscaras em ambientes abertos, conforme decreto municipal publicado nesta quarta-feira. A determinação da prefeitura enfatiza a manutenção do protocolo em locais fechados.

Mais cedo, Chieppe chegou a afirmar, em entrevista ao "Bom Dia Rio", da TV Globo, que a publicação da nota técnica poderia ser prorrogada para a manhã desta sexta. A hipótese de adiamento se devia, segundo o secretário, à discussão interna que a pasta realizava sobre qual fonte oficial de informações sobre vacinação considerar na resolução.

Isso porque os números de vacinados informados pelos diferentes canais disponíveis — Ministério da Saúde, prefeituras e o da própria SES — muitas vezes diferem entre si, impedindo um consenso sobre quais cidades já alcançaram a cobertura vacinal necessária para abolir a necessidade da proteção facial.

No fim da manhã desta quinta, porém, Chieppe informou ao GLOBO que a secretaria optou por considerar os dados do Sistema de Informações do Plano Nacional de Imunizações (SI-PNI), mantido pelo Ministério da Saúde e alimentado pelas prefeituras. Historicamente, os dados do SI-PNI se mostraram mais atualizados do que as das demais fontes.

— Vamos usar o sistema oficial do ministério. Também vamos considerar o API Web, que é usado por alguns municípios por ser mais simplificado, pois só exige a informação de quantas doses foram aplicadas. É um procedimento mais ágil — explica Chieppe.

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