Covid-19 no Rio: Secretarias de saúde do município e do estado pretendem unificar divulgação de dados

Gilberto Porcidonio
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Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou uma entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, em sua sede, para explicar a nova versão do Painel do Coronavírus que entrou no ar no dia 1º. De acordo com a secretaria, a forma com que as informações sobre a Covid-19 passarão a ser divulgados está mais acessível e com uma apresentação simplificada.

O secretário estadual de saúde Carlos Alberto Chaves, a subsecretária de vigilância e saúde Cláudia Mello, o médico Alexandre Kiep, o secretário municipal de saúde Daniel Soranz, e Luciane Velasque da coordenação de informação e saúde estiveram presentes na mesa e deram explicações sobre o novo sistema. Apesar de lançado este ano, o trabalho de mudança no painel começou a ser feito há dez dias.

Na nova plataforma, que será sempre atualizada às 17h, o número de mortes e infecções que aparecem registradas nas últimas 24 horas não significa que elas tenham ocorrido no decorrer deste tempo. O momento em que os óbitos ocorreram pode ser analisado dentro da ferramenta. Os dados dos leitos são passados pelos municípios diariamente através de um formulário.

— É necessária a transparência e a união entre as esferas (de governo). Esse é o único caminho e hoje nós sabemos das dificuldades. Cheguei aqui em uma situação um pouco dramática mas entrei aqui para trabalhar. neste momento, uma regulação única, uma central única da covid-19, é necessária para que todos tenham a mesma oportunidade e acesso — disse Chaves.

Sobre a vacinação no Estado, o secretário disse que o estado está pronto e com os insumos, como seringas e agulhas, em ordem, além da compra de 50 câmaras frias — sob o preço de R$ 200 mil cada uma — para as vacinas que ainda estão em processo de compra:

— As campanhas de vacinação sempre foram exitosas no Brasil mas, infelizmente, a política de saúde não é a política da saúde, esse é o grande problema. Essa discussão de se fazer emergencial deu no que deu aí, essa vergonha nacional. Outra coisa importante é o problema da compra em excesso. Hoje são compras escalonadas porque não tem nem espaço para colocar. O que deu agora no Maracanã (hospital de campanha), quando fechei agora com sete depósitos de material vencido ou perto de vencimento.