Covid-19: nova variante e baixa procura por doses de reforço da vacina preocupam secretaria no Rio

A confirmação da chegada ao Rio da nova subvariante Ômicron BQ.1 do vírus da Covid-19, aliada a uma baixa procura pelas doses de reforço da vacina acendeu a luz amarela na Secretaria Municipal de Saúde. A taxa de testes positivos para a doença, que permaneceu por semanas na casa de 6 a 7%, saltou para 21% na semana passada depois de duas semanas seguidas de aumento. O pico no percentual de testes positivos ocorreu em 2020 quando a taxa bateu em 85%. No domingo (6), havia 47 pessoas internadas com Covid na cidade do Rio, das quais 11 são crianças. No dia anterior eram 41 pessoas internadas.

- Já temos evidências suficientes para dizer que essa nova variante não causa casos graves em pessoas vacinadas completamente. O problema é que temos um quarto da população que não completou todas as doses da vacina. Então, nosso apelo nesse momento é para que procurem um centro municipal de saúde ou clínica da família e tomem a dose de reforço - disse Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde.

Em uma rede social, a SMS informa que a recomendação é para que todos aqueles que ainda não tomaram a dose de reforço da vacina contra a Covid-19 procurem uma unidade para concluir o esquema de imunização a partir de hoje. O secretário da pasta reforçou ainda o apelo para que pessoas com sintomas da doença façam o teste.

- Temos testes disponíveis em todas as 286 unidades de saúde do município. É importante quem estiver com dor de garganta, coriza ou outros sintomas faça o teste e também evite circular ou faça isso usando máscara de proteção para evitar contaminar outras pessoas – diz Soranz.

A BQ.1 já havia sido identificada pela Fiocruz Amazônia, no final de outubro. A subvariante gera preocupação porque ela possui mutações que a ajudam a escapar da resposta imunológica. Dados do último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que ela já foi encontrada em 65 países.

A BQ.1 também está associada a um recente aumento de casos de Covid-19 nos Estados Unidos e na Europa. Países europeus como França e Alemanha, que detectaram um crescimento das subvariantes BQ.1 e BQ.1.1, observaram uma nova onda de casos da doença a partir do início de setembro, mas já vivem uma queda de 60% e 54%, respectivamente, na média móvel de novos diagnósticos em comparação com duas semanas atrás.