Covid-19: novos dados comprovam que altas taxas de vacinação reduzem drasticamente número de mortes; veja gráfico

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RIO — Dados internacionais e do Brasil comprovam o que os infectologistas já previam: o avanço da vacinação contra a Covid-19 impacta diretamente na redução de mortes pela doença. Nesta terça-feira, o Brasil apresentou uma média móvel de 245 óbitos, dia em que chegou a 61,15% da população com o esquema vacinal completo. Mas, nem sempre foi assim.

Em 24 de maio de 2021, o Brasil tinha apenas 9,89% da população com o esquema vacinal completo contra o coronavírus. Nesse dia, o país chegou a 450 mil mortes por Covid-19 e apresentava uma média móvel de 1.881 óbitos. Três meses depois, em 24 de agosto, com 26,83% da população completamente vacinada, a média móvel de mortes reduziu para 730 no Brasil.

Situação semelhante na Europa

A Comissão Europeia divulgou, na terça-feira, um tabela que compara os índices de vacinação contra a Covid-19 com as taxas de mortes por 1 milhão de pessoas nos últimos 14 dias.

A Irlanda, que lidera as taxas de vacinação com 93% da população completamente imunizada, registrou apenas 15 mortes por 1 milhão de habitantes nos últimos 14 dias. Portugal, com 92% da população imunizada, teve 10 mortes por milhão de população. Malta, que também está com 92% dos habitantes, não registrou mortes por um milhão de pessoas nos últimos 14 dias.

Em contrapartida, na Bulgária, que tem apenas 29% da população imunizada, o índice de morte por milhão de habitantes nos últimos 14 dias foi de 325. A Romênia, por sua vez, registrou 267 mortes por 1 milhão de habitantes com 43% da população vacinada.

— Esses números só reforçam a necessidade de vacinarmos em massa. Porém, é importante lembrarmos que as vacinas isoladamente não controlarão a pandemia. É necessário manter as demais medidas de prevenção, como evitar aglomerações, usar máscara, higienizar frequentemente as mãos. Estas estratégias, juntamente com as vacinas, ajudam a reduzir a circulação viral — afirma o infectologista Leonardo Weissmann, conselheiro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

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