Covid-19: ocupação é de 94% nos leitos de UTI da rede municipal do Rio; estado registra 72 mortes e 623 novos casos

Arthur Leal
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Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo
Foto: Guilherme Pinto / Agência O Globo

O Estado do Rio registrou, nesta sexta-feira, 72 mortes e 623 novos casos do novo coronavírus, de acordo com a última atualização divulgada pelo governo estadual. Ao todo, são 323.006 infectados e 21.162 vidas perdidas pela Covid-19 desde o início da pandemia, em março. Curiosamente, a capital, que costuma puxar os números no estado, não teve nenhum óbito divulgado nas últimas 24 horas, mas anotou 551 novos casos (88,4% do total). Nos leitos de UTI da rede municipal, a ocupação continua alta, em 94%. O GLOBO mostrou, nesta sexta, que cresce a busca por atendimentos também na rede privada.

De acordo com o boletim da prefeitura, nesta sexta-feira, há 236 pacientes internados nos 251 leitos de UTI reservados na rede municipal para casos de coronavírus: 94% de ocupação. Nas enfermarias, onde ficam casos mais leves, das 630 vagas, 230 são ocupadas por pacientes (36,5%). O município reitera, no entanto, que há oferta de vagas também na rede SUS da cidade — que inclui unidades municipais, estaduais e federais —, onde a taxa de ocupação é de 77% nas UTIs e 56% nas enfermarias.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, não há fila de espera, pois há leitos para todos os pacientes neste momento inseridos no sistema de regulação, mas em toda a rede SUS da Região Metropolitana 1 — que engloba a capital e municípios da Baixada Fluminense —, 114 pessoas estão em processo de transferência para leitos de Covid-19, sendo 32 para UTI.

Sobre a ocupação dos leitos de UTI na rede municipal, a prefeitura justifica que precisou absorver mais pacientes da rede SUS, a partir do incêndio que fechou o Hospital Federal de Bonsucesso, do fechamento de hospitais do Governo do Estado, e do fechamento também dos hospitais de campanha da rede D”or. "Somente a Prefeitura do Rio manteve leitos abertos e com disponibilidade para atendimento e, por conseguinte, a taxa de ocupação nos leitos municipais aumentou", disse em nota.

Com os dados divulgados nesta sexta sobre casos e mortes, a média móvel ficou em 1.171 infectados e 44 vidas perdidas por dia desde março. Os números da média móvel de mortes apontam uma queda de 27% em relação a duas semanas trás, o que poderia indicar um cenário de queda no contágio. É importante ressaltar, entretanto, que, nos últimos oito dias, não houve atualização no número de óbitos na metade deles, em função de uma pane no sistema do Ministério da Saúde.

A análise dos dados foi feita a partir do levantamento do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.