Covid-19: OMS pede que países mais ricos doem vacinas em vez de imunizar crianças

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta sexta-feira que países ricos reconsiderem os planos de vacinar crianças e, em vez disso, doem imunizantes contra a Covid-19 para o consórcio Covax, destinado a nações em desenvolvimento.

— Eu entendo porque alguns países querem vacinar suas crianças e adolescentes, mas agora eu os exorto a reconsiderar e, em vez disso, doar vacinas para o Covax— disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, durante um encontro virtual em Genebra, na Suíça.

Na terça-feira (11), os Estados Unidos autorizaram a imunização de crianças a partir de 12 anos com a vacina da Pfizer/BioNTech. As doses já estavam disponíveis para pessoas a partir de 16 anos no país. Israel também aprovou em janeiro a imunização de jovens a partir de 16 anos e aguarda autorização de órgãos reguladores para aplicar doses na faixa etária de 12 a 15 anos. Já no Reino Unido, a imprensa local chegou a informar que o governo estudava a possibilidade de imunizar crianças e adolescentes a partir de agosto, mas nenhum anúncio oficial sobre foi divulgado.

Adhanom ressaltou que a medida seria importante porque o segundo ano da pandemia foi definido como mais mortal do que o primeiro, sendo a Índia uma grande preocupação.

Também nesta sexta-feira, o primeiro-ministro indiano, Narenra Modi, alertou sobre a rápida disseminação do coronavírus no interior do país. Na contagem oficial do governo, a Índia já ultrapassou 24 milhões de casos e mais de quatro mil pessoas morreram nas últimas 24 horas.

No início do mês, a Suécia doou 1 milhão de doses da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca para o Covax. Na ocasião, o diretor-geral da OMS também pediu que outros países seguissem o "gesto excelente". Segundo ele, o programa global precisa "urgentemente" de 20 milhões de doses ainda neste trimestre para cobrir interrupções no fornecimento, especialmente para a África.

A farmacêutica Moderna também anunciou que fornecerá 34 milhões de doses de seu imunizante ao programa global este ano, remessa que deve começar a ser distribuída apenas no quarto trimestre. O contrato de compra antecipada firmado com a empresa é de até 500 milhões de doses, mas a maior parte — 466 milhões — só estará disponível em 2022.
No total, 160 milhões de pessoas foram infectadas pelo coronavírus em todo o mundo e 3,4 milhões morreram, segundo a contagem da agência de notícias Reuters. As infecções foram relatadas em mais de 210 países e territórios desde que os primeiros casos foram identificados na China em dezembro de 2019.

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