Covid-19: países vizinhos do Brasil estudam saída gradual de quarentena

A desigualdade na América Latina respondeu à pandemia com medidas aprendidas no Primeiro Mundo, e, embora a opção preferida tenha sido o isolamento social, ainda assim a Covid-19 não dá trégua. A grande maioria dos países da região optou pelo confinamento obrigatório, entre eles Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Paraguai, Peru e Porto Rico. Mesmo longe de dominar a propagação do vírus, esses países vêm testando planos de reativar a vida social e econômica após dois meses de paralisia. Todos concordam que será gradual, em etapas, para evitar novos surtos.

Outros, que sequer estão perto de conter a disseminação do vírus, também já estão se preparando para retornar ao “novo normal”. Há quem tome medidas isoladas e, finalmente, aqueles que ainda não vislumbram uma saída.

Embora o Brasil seja o país mais afetado da região, o presidente Jair Bolsonaro permanece firme em evitar o confinamento geral. Governadores e prefeitos têm autonomia para estabelecer regras de isolamento e definir a retomada das atividades.

A Argentina resolveu avançar em cinco fases: do isolamento estrito (de 31 de março a 13 de abril) ao isolamento gerenciado (de 13 a 26 de abril), passando à segmentação geográfica (de 26 de abril a 10 de maio), depois a uma reabertura progressiva (de 10 a 24 de maio) e, finalmente, ao novo normal (de 24 em diante). As datas estão sujeitas a mudanças de acordo com a evolução dos casos. Atualmente, o país está entre a terceira e a quarta fase, que envolve flexibilidades em nível regional, com rigoroso isolamento nas grandes cidades e abertura gradual de atividades. No último estágio, o governo planeja reabrir tudo com regras de higiene e distanciamento social.

No Uruguai, a educação presencial foi retomada nas escolas rurais, os serviços de construção também, grande parte dos funcionários públicos voltou ao trabalho e as lojas em Montevidéu reabriram.