Covid-19: pessoas com comorbidades ou deficiência têm até este sábado para se vacinarem

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Termina neste sábado (29) o prazo para integrantes dos grupos prioritários da vacinação contra a Covid-19, que perderam a data da primeira dose, se imunizarem na cidade do Rio. Idosos e pessoas com comorbidades ou deficiência cuja data de vacinação já passou devem buscar por atendimento em um dos mais de 270 postos nesta sexta-feira ou neste sábado. Caso não seja possível comparecer nessas datas, somente poderão tomar a injeção inicial em dias específicos, ainda a serem divulgados pela prefeitura.

A Secretaria municipal de Saúde (SMS) orienta a quem tiver perdido o dia de sua faixa etária que procure um posto de vacinação para receber a primeira dose até amanhã para a repescagem.

Na próxima segunda-feira (31), a capital fluminense inicia seu calendário de imunização por idade – com atendimento às mulheres de 59 anos nesse dia. Como a cidade está com o cronograma avançado comparado aos outros municípios fluminenses, a Prefeitura não vai aderir ao calendário unificado lançado pelo estado, este com início apenas na terça-feira, dia 1º de junho.

Apesar da diferença de datas, a cidade do Rio não vai pedir comprovante de residência para quem for se imunizar, afirmou o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz:

– Pedimos que as pessoas, desse grupo, procurem os postos de vacinação durante a tarde de hoje e de amanhã para receberem a dose. É importante que todos desse grupo sejam imunizados.

A SMS estuda um sistema de repescagem para o grupo de pessoas com comorbidades, mas não adiantou como será reorganizado.

A capital fluminense disponibiliza mais de 270 pontos de vacinação. A lista desses pontos, o calendário de vacinação e mais informações sobre grupos prioritários e documentos estão disponíveis em coronavirus.rio/vacina e nas redes sociais da SMS.

Até agora, dois milhões de cariocas já foram imunizados com a primeira dose, isto é, mais de 30% da população do município. A meta é vacinar cerca de 5 milhões de pessoas acima dos 18 anos até o fim de outubro ou ainda 75% de toda a população carioca.

A Prefeitura do Rio espera que os novos lotes das vacinas cheguem ao Rio sem atraso. Na próxima segunda-feira, dia 31 de maio, a cidade dá início a seu calendário dividido por idade, atendendo a mulheres de 59 anos neste dia.

— Toda semana temos uma previsão de entrega de doses com o Ministério da Saúde. Essa previsão foi checada com os envolvidos na produção das vacinas. A partir daí, conseguimos dar uma previsibilidade para o calendário. Essa é uma programação que leva em consideração as pessoas já vacinadas. A nossa expectativa é que doses extras sejam entregues ao Ministério da Saúde — afirma Soranz, que completa:

— Esse é um calendário que aumenta uma cobrança para todos. É necessário que quando chega a vacina, que ela seja entregue logo. Não faz sentido a vacina ser entregue pelos produtores e ficar estocada no Ministério da Saúde. Com a chegada do ministro (Marcelo) Queiroga esse tempo de entrega diminuiu. Antes era uma semana.

O novo cronograma segue sempre com três dias destinados para cada idade: um para mulheres, um para homens e o último para a repescagem. Com isso, o calendário contemplará, até o fim de junho, pessoas de 51 anos ou mais.

Este calendário vai até outubro, quando prevê a imunização de toda a população carioca acima de 18 anos. De acordo com o plano, o Rio de Janeiro vacinará 4,6 milhões de pessoas nos próximos cinco meses.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde, todas as 33 Regiões Administrativas (RAs) da cidade continuam com risco alto para a Covid-19, tal como no boletim da semana passada. O monitoramento da prefeitura conta com três níveis: moderado, alto e muito alto.

Por outro lado, também seguem em queda os principais indicadores da pandemia no município, como o índice de atendimentos nas redes de urgência e emergência por Síndromes Gripal e Respiratória Aguda Grave (SRAG), a curva de confirmações de casos e a curva de óbitos.

– Comparando dados do final de 2020 com dados atuais, notamos redução do impacto da doença em pessoas com mais de 60 anos, já mostrando o efeito da vacinação nesta população e que a vacina é eficaz, além de ser a forma mais segura de evitar casos graves da Covid-19 e óbitos pela doença – disse Márcio Garcia, superintendente de Vigilância em Saúde da SMS.