Covid-19: Plano de vacinação do governo deve ficar pronto na semana que vem; conheça os detalhes

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Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
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A primeira versão do plano de imunização contra a Covid-19 feito pelo Ministério da Saúde deve ficar pronta no início da próxima semana. A estimativa é fazer a distribuição de diferentes vacinas de forma simultânea em todo o país, embora haja a possibilidade de que áreas que estejam em uma situação mais grave da pandemia sejam priorizadas. As informações são do O Globo.

Espera-se que a versão final do plano seja apresentada antes do fim da fase de testes clínicos das principais vacinas contra a doença no mundo. Diante das especificidades de cada uma, o plano poderá passar por ajustes pontuais no futuro.

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Segundo o Globo, a ideia do Ministério da Saúde é seguir o plano logístico já utilizado no Plano Nacional de Imunizações (PNI) referente a todas as campanhas de vacinação promovidas pelo governo federal. Portanto, as vacinas deverão ser distribuídas preferencialmente por via terrestre. Locais mais isolados devem ser atendidos por barcos e aviões.

Municípios de todo o país pressionam o governo para que o plano seja apresentado o mais breve possível. Com a antecedência, espera-se poder mapear os diferentes cenários e se preparar estratégias diferentes de acordo com as vacinas aprovadas. Os imunizantes em fase final de testes variam de acordo com necessidade de refrigeração e até quantidade de doses necessárias para imunização.

Há também, conforme a apuração do Globo, que a distribuição do imunizante comece priorizando pessoas do grupo de risco e profissionais de saúde. Segundo o veículo, o plano está sendo elaborado por dez grupos técnicos, que incluem integrantes do Ministério da Saúde e técnicos ligados ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e ao Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

No Brasil, as vacinas em estágio mais avançado são a da Universidade de Oxford e do laboratório AstraZeneca em parceria com a Fiocruz, e a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a fabricante chinesa Sinovac.

Demora na divulgação do plano

Em agosto, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Casa Civil apresentasse um plano de vacinação contra a Covid-19 em 60 dias. No mês seguinte, porém, o governo recorreu da decisão do TCU argumentando que a estratégia caberia ao Ministério da Saúde. O recurso está sendo avaliado pelo ministro Bruno Dantas.

Nesta terça-feira (24), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o próximo dia 4 o julgamento de duas ações que questionam ações do governo federal em relação à compra de vacinas. Tudo isso tem como base a polêmica envolvendo o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a vacina Coronavac, desenvolvida pelo Butantan em parceria com a fabricante chinesa Sinovac.

Questionado pelo Globo sobre detalhes e prazos para o plano, o Ministério da Saúde disse que existem dez eixos prioritários que guiarão a estratégia, mas não deu detalhes sobre. Ainda segundo a pasta, o PNI possui expertise na área e que o ministério “enviará as doses aos estados que farão a logística de distribuição em seus municípios”.