Covid-19: Postos de vacinação têm fila no primeiro dia de 4ª dose para pessoas com 40 anos ou mais

Hoje é dia de postos de vacinação cheios na cidade do Rio. Uma nova turma volta a entrar na fila para intensificar a imunidade contra a Covid-19. A partir desta terça-feira (21), pessoas com 40 anos ou mais podem receber a quarta dose — ou segundo reforço —, desde que tenham recebido a terceira dose há pelo menos quatro meses.

As longas filas, que em algumas unidades andam rápido, não desanimou quem faz questão de manter a caderneta de vacinação em dia. A sensação de alívio de estar ainda mais protegido vale o tempo de espera.

— A gente se sente mais seguro. E eu realmente não peguei (Covid), em momento algum. Continuo lavando as mãos sempre que possível, usando máscara, não fico em aglomeração quando saio. O álcool 70% é algo que vou levar para o resto da minha vida. Acho que é uma forma de evitar muita coisa — conta a estudante de Psicologia Vitoriana de Jesus Cunha, de 46 anos, que no primeiro dia garantiu a 4ª dose no posto em funcionamento no Tijuca Tênis Clube, na Zona Norte do Rio. — Espero ficar imunizada 100% agora — ri.

Vitoriana aproveitou para reforçar ainda mais a imunidade com a vacina contra a gripe. O comerciário Rubem Viana, de 48 anos, também aproveitou a ida ao posto para se vacinar em dose dupla. O comparecimento nesta terça-feira foi para não correr o risco de alongar o intervalo da terceira dose.

— Nos últimos anos eu não vinha tomando a vacina da gripe. Na semana passada eu estava resfriado, então quis garantir. Eu tomei a terceira dose contra a Covid-19 logo no primeiro dia também, pensei em ficar já no prazo legal, para dar certo — conta Rubem, que aposta na imunização. — Estou esperando já a quinta dose assim que liberarem — ri. — Vai ser assim enquanto não tiver uma vacina que a imunidade dure por um ano. Está óvbio que a diminuição dos casos e de mortes tem relação com a vacinação.

Defensor das vacinas, Rubem ainda destaca que apesar de se sentir mais seguro, não relaxou nos cuidados que ajudam a evitar a infecção.

— Eu me sinto mais seguro, mas não facilito de forma alguma. Eu uso máscara como no início da pandemia. Saio para passear com meus cães às 5h e pouca da manhã e vou de máscara, mesmo com a rua quase vazia. Sigo com os cuidados. Pego condução sempre usando máscara, evito os lugares realmente aglomerados, quando chego do mercado, tudo o que posso, lavo com água e sabão.

Em mais de dois anos de pandemia, muita coisa mudou. Variantes surgiram, protocolos sanitários foram criados, e imunizantes desenvolvidos para ao menos frear os sintomas do coronavírus. A lembrança de quem se contagiou com o vírus logo nos primeiros meses reforça a importância de apostar na vacina como forma de proteção.

— Eu peguei Covid no final de abril de 2019, no início da pandemia. Ninguém ainda sabia direito. Nesse período começou a aumentar o número de mortes. Fiquei internado um dia, só no oxigêncio mesmo. É muito ruim. Faço bastante exercícios, atividade moderada, exercícios de respiração, isso ajudou. Com a vacina eu me sinto mais protegido — conta o fisioterapeuta André Saraiva, de 56 anos, ao sair do posto após tomar a 4ª dose.

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