Covid-19: Prefeitura do Rio determina volta de servidores ao trabalho presencial, mas não divulga número de vacinados

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Apesar de exigir a volta dos servidores municipais ao trabalho presencial até dia 31 deste mês, a Prefeitura do Rio ainda não sabe quantos profissionais já estão vacinados contra a Covid-19 e quantos ainda estão sujeitos às formas graves da doença. Segundo a Secretaria de Governo e Integridade Pública (Segovi), setores de recursos humanos estão apurando o número de imunizados junto às equipes. A retomada tem preocupado os trabalhadores devido ao risco de contágio, e algumas categorias tentam sensibilizar o Executivo para mudar a norma.

Poderão permanecer em teletrabalho apenas pessoas acima de 60 anos ou com comorbidades que ainda não receberam a segunda dose da vacina ou que não tenham completado 14 dias decorridos da aplicação da segunda dose. Aqueles com comorbidades cuja faixa etária ainda não foi contemplada pelo calendário de vacinação também terão direito de seguir exercendo as funções de casa, desde que apresentem laudo médico.

O presidente do Sindicato Carioca dos Fiscais de Rendas (Sincaf-RJ), Luiz Antônio Barreto, estima que cerca de 110 dos 190 ativos na categoria não estejam vacinados, por terem menos de 60 anos. A entidade está rodando uma pesquisa com os servidores para ter dados precisos e mostrá-los à prefeitura. Há nove dias, o grupo enviou um ofício ao prefeito Eduardo Paes, reivindicando a continuidade do trabalho remoto pela segurança sanitária, mas ainda não obteve resposta.

Condições de trabalho geram apreensão

Como fiscais de rendas fazem atendimento à população no prédio anexo à Prefeitura do Rio na Cidade Nova, o medo de contaminação é grande, sobretudo porque a ventilação nas salas é inadequada, segundo Barreto. O serviço é prestado pela internet desde o início da pandemia, e a chamada para o retorno presencial já começou.

— O espaço físico não é seguro para os contribuintes e o funcionalismo. Janelas são lacradas, faltam álcool em gel e EPIs apropriados, e o local propicia aglomeração. Não houve modificação para a reabertura — afirma.

Professora da rede municipal, a coordenadora geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe), Izabel Costa, diz que a categoria está apreensiva:

— Minha escola vai abrir com basculantes emperrados. A chegada das máscaras de proteção às unidades é disforme: umas têm mais; outras, menos. Nossa vacinação está paralisada. Por isso, os servidores estão entrando em greve à medida que são convocados para o trabalho presencial.

A Segovi informou que queixas sobre as condições de trabalho na pandemia devem ser relatadas a gestores e encaminhadas à ouvidoria da prefeitura para que providências sejam tomadas.

Ainda segundo a pasta, sempre que possível, horários de entrada e saída das equipes deverão ser escalonados, para evitar picos no transporte público.Além disso, gestores das unidades deverão fazer cumprir os protocolos de prevenção à Covid-19 nos ambientes, como manutenção do distanciamento social e obrigatoriedade do uso de máscara.

O Sindicato dos Servidores Públicos do Município do Rio de Janeiro (Sisep Rio) informou que o setor jurídico está à disposição para prestar assistência aos trabalhadores filiados que se virem prejudicados pela medida da prefeitura.

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