Covid-19: primeiros americanos podem ser vacinados em dezembro, diz chefe de programa dos EUA

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Pessoa recebe vacina no braço
As farmacêuticas Pfizer e BioNTech fizeram um pedido de autorização de emergência para sua vacina

Os primeiros americanos poderão vir a ser imunizados contra a covid-19 a partir de 11 de dezembro, disse o chefe do programa de vacina contra o novo coronavírus dos Estados Unidos.

Moncef Slaoui afirmou à emissora americana CNN que o plano era "enviar vacinas para os locais de imunização dentro de 24 horas" após a vacina ser aprovada.

Os comentários ocorrem em meio a um aumento nos casos de coronavírus em todo o país, que tem mais de 12 milhões de casos e 255 mil mortes, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

Esses são os números mais altos registrados em qualquer parte do mundo.

A empresa farmacêutica americana Pfizer e sua parceira BioNTech apresentaram um pedido na sexta-feira (20/11) uma autorização de emergência para aplicação de sua vacina nos Estados Unidos.

A vacina, que requer duas doses, mostrou por meio de testes ser 95% eficaz. A Pfizer espera produzir até 50 milhões de doses até o final do ano.

Os Estados Unidos pagaram US$ 1,95 bilhão para garantir 100 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech.

Brasil ainda não tem acordo para compra da vacina da Pfizer

Até o momento, o governo brasileiro não tem um acordo para a compra da vacina da Pfizer, que está sendo testada no Brasil.

A empresa disse em nota ter feito ao Brasil uma proposta de comercialização "em linha com os acordos que temos fechado em outros países, inclusive na América Latina, que permitiria vacinar alguns milhões de brasileiros no primeiro semestre, sujeita à aprovação regulatória".

O Ministério da Saúde afirmou na terça-feira (17/11) ter recebido executivos da Pfizer "para conhecer os resultados dos testes em andamento e as condições de compra, logística e armazenamento oferecidas pelo laboratório.

"A aquisição dos imunizantes deve ocorrer à medida em que os ensaios clínicos apontarem a total eficácia e segurança dos insumos e o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) for realizado", informou a pasta em nota.

Mulher segura frasco de vacina contra covid-19
Testes apontaram que vacina da Pfizer/BioNTech é 95% eficaz

Nos Estados Unidos, um comitê consultivo de vacinas da Food and Drug Administration (FDA), órgão americano equivalente à Anvisa, deve se reunir em 10 de dezembro para discutir se esta vacina deve ser autorizada.

Slaoui disse à CNN que ela poderia começar a ser aplicada "talvez no segundo dia após a aprovação".

'Imunidade de rebanho pode ser atingida rapidamente'

A vacina deve ser distribuída de acordo com a população de cada Estado. Slaoui disse que os governos estaduais serão responsáveis ​​por decidir quem receberá a vacina primeiro, com a recomendação de que seja dada prioridade às pessoas sob maior risco, como profissionais de saúde e idosos.

Ele disse que o país poderá alcançar "imunidade de rebanho", ou imunidade coletiva, em maio, quando 70% da população estiver vacinada. Esse termo se refere a quando uma parcela grande o suficiente das pessoas têm anticorpos contra um vírus para impedir sua propagação.

Slaoui acrescentou: "Realmente espero que o nível de percepção negativa da vacina diminua e a aceitação das pessoas aumente. Isso será fundamental para nos ajudar. A maioria das pessoas precisa ser imunizada para podermos voltar para uma vida normal".

Anthony Fauci, o maior especialista em doenças infecciosas dos Estados Unidos, disse à emissora CBS News que o país poderiam alcançar a imunidade coletiva contra a covid-19 "razoavelmente rápido" no próximo ano se um número suficiente de americanos forem vacinados.

Autoridades americanas concederam anteriormente autorização de emergência para um tratamento experimental com anticorpos, desenvolvido pela empresa Regeneron, e que foi dado ao presidente Donald Trump após seu diagnóstico de covid-19.

Também no domingo, os líderes do G20, grupo que reúne as principais potências globais, disseram que "não poupariam esforços" para garantir a distribuição justa das vacinas contra o coronavírus em todo o mundo.

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