Covid-19: Sem data, reabertura em São Paulo depende da aprovação de protocolos de saúde

Reabertura só será feita após aprovação dos protocolos de saúde para cada setor, explicou Bruno Covas. (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

A retomada gradual das atividades comerciais na cidade de São Paulo está marcada para acontecer no dia 1º de junho, mas a reabertura dos comércios dependerá da aprovação de protocolos de saúde e de distanciamento social no combate à pandemia do novo coronavírus.

Os detalhes do plano “Retomada Consciente”, apresentado na quarta-feira (28) pelo governador João Doria (PSDB), foram detalhados nesta quinta-feira (29) pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), que explicou como funcionará a reabertura na capital.

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O prefeito fez questão de frisar que São Paulo permanece em quarentena e que os setores que serão reabertos, como comércio e shoppings centers, dependem que protocolos específicos de funcionamento sejam aprovados tanto pela Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Trabalho quanto pela Vigilância Sanitária.

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“São Paulo continua em quarentena. Avançamos para a Fase 2 e, pelos índices conquistados, já podemos falar em uma retomada gradual da atividade econômica. É possível agora, portanto, iniciar a discussão com setor privados de protocolos de saúde para que a gente possa retomar a atividade econômica em São Paulo”, explicou Covas.

Segundo ele, a prefeitura começará, na próxima segunda-feira (1º), a receber os protocolos específicos criados pelas associações e entidades comerciais, mas não foi estipulado uma data para que eles sejam aprovados e, consequentemente, as lojas sejam reabertas.

“A partir de segunda-feira, as associações e entidades apresentarão os protocolos, eles serão analisados pela Secretaria de Trabalho e depois pela Vigilância Sanitária. Esses setores (que serão reabertos na fase 2), já combinaram protocolos com o governo e, aqui na prefeitura, só vamos discutir a reabertura se os parâmetros forem acima dos combinados junto com o governo”, completou Covas.

Os protocolos de saúde, segundo ele, deverão contemplar informações relacionadas a higiene, testagem, regras de auto-regulação, fiscalização, política de comunicação dessas regras e proteção aos consumidores e funcionários.

“A partir do dia 1 de junho a cidade de São Paulo passa a receber oficialmente propostas e, após referendadas, as atividades econômicas poderão reabrir. Até lá, continuaremos a fiscalizar o que está proibido”, finalizou ele.

DADOS DA COVID EM SP

Na entrevista coletiva, Covas anunciou os atuais números da pandemia na capital paulista, que mostram 54.948 casos confirmados de Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, com 3.619 mortes. Além disso, a cidade tem 180.720 casos suspeitos e 3.777 óbitos suspeitos. A taxa de ocupação de leitos de UTI (unidade de terapia intensiva) é de 92%.

Ele afirmou, ainda, que a prefeitura vai ampliar a oferta de leitos de UTIs com a abertura de três novos hospitais, que somarão 340 leitos --sendo 100 de UTI-- e que até domingo a capital receberá 300 respiradores do governo do Estado, o que permitirá a abertura de mais 300 leitos de UTI para tratar infectados pela Covid-19.

Além disso, afirmou Covas, a prefeitura pretende realizar 115 mil testes rápidos de detecção do novo coronavírus e iniciar um inquérito sorológico sobre a doença na cidade.