Covid-19: Rio antecipa segunda dose da Pfizer para pessoas com 40 anos ou mais

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RIO — A cidade do Rio reduzirá de 90 para 21 dias o intervalo entre as duas doses da vacina da Pfizer para pessoas com 40 anos ou mais. A informação foi divulgada em rede social pelo prefeito Eduardo Paes. A mudança passa a valer a partir da tarde desta terça-feira.

Na última sexta-feira, na entrevista coletiva de divulgação do 38° boletim epidemiológico da cidade, o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz disse que aguardava a previsão de novas entregas de vacinas do Ministério da Saúde para definir a data em que a novidade passaria a valer.

Segundo Soranz, eram necessárias 120 mil doses do imunizante para implementar a medida. O Rio deve receber uma nova remessa de Pfizer nesta terça-feira, o que permitirá à prefeitura aumentar o público apto a receber a segunda dose com um intervalo menor.

Atualmente, a janela de 21 dias, prevista na bula da vacina, vale apenas para o público de 50 anos ou mais. Uma pesquisa da Universidade de Oxford realizado com 503 profissionais de saúde mostrou, no entanto, que o intervalo ideal entre as duas doses da vacina contra a Covid-19 da Pfizer é de oito semanas.

A pesquisa analisou a resposta imunológica à vacina Pfizer variando de um intervalo de dosagem de três a 10 semanas. O intervalo mais longo mostrou algumas vantagens: os níveis de anticorpos neutralizantes foram duas vezes mais altos com o intervalo de 10 semanas do que com o de três semanas para todas as variantes, incluindo a Delta; o regime mais prolongado também melhorou a resposta das células T auxiliares, que suportam a memória imunológica. Uma desvantagem, porém, para o intervalo mais longo, foi um declínio nos níveis de anticorpos entre a primeira e a segunda doses, em particular contra a variante Delta, deixando as pessoas mais desprotegidas entre a primeira dose e a segunda.

A bula hoje registrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) preconiza um intervalo entre doses, preferencialmente, de 21 dias. Segundo a Pfizer, a “segurança e eficácia da vacina não foram avaliadas em esquemas de dosagem diferentes”, mas “as indicações sobre regimes de dosagem ficam a critério das autoridades de saúde e podem incluir recomendações seguindo os princípios locais de saúde pública”.

Segundo a secretaria municipal de Saúde do Rio, a antecipação da segunda dose da Pfizer para determinadas faixas etárias atenderá àqueles que tomaram a primeira dose da vacina após a data prevista para suas faixas etárias e, por isso, ainda não tinham atingido o prazo inicialmente estabelecido para completar o ciclo. A pasta diz esperar que com a antecipação se alcance uma homogeneidade da cobertura da população. O tema foi conversado nas reuniões do Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC).

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