Covid-19: Rio registra 224 mortes e 4,6 mil novos casos; média móvel cresce 52% e indica alta no contágio pelo segundo dia

Arthur Leal
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Foto: Leo Martins / Agência O Globo

No dia em que o Brasil ultrapassou a marca de 200 mil mortes pela Covid-19, no estado do Rio registrou 224 óbitos e 4.669 novos casos da doença e chegou a 452.758 infectados e 26.292 vidas perdidas pela doença desde o início da pandemia, em março. Neste cenário, a média móvel indica alta no contágio pelo segundo dia seguido em território fluminense. Na rede pública de saúde, sobretudo na capital, a pressão segue grande por leitos e 80 pessoas aguardam na fila por vagas de UTI, 90% ocupadas na rede SUS.

Com os dados desta quinta-feira, a média móvel passa a ser de 2.587 casos e 108 mortes por dia. O aumento de 52% no número de óbitos indica uma tendência de crescimento na intensidade do contágio por estar bem acima da marca estipulada de 15%.

Os dados são do consórcio formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

De acordo com o painel da Secretaria Estadual de Saúde, há ocupação de 77% nos leitos de UTI em toda a rede estadual, e de 59% nas enfermarias. No entanto, a pressão de pacientes por vagas exclusivas para tratamento da doença fica mais clara quando observa-se o número de pessoas na fila de transferência para estes leitos. De acordo com o mesmo informativo, 226 pacientes esperam por um leito para coronavírus, sendo 114 para UTIs.

A situação em território fluminense é puxada, também, pelo cenário na capital. Na cidade do Rio de Janeiro, que registrou 132 mortes e 1.207 novos casos em 24 horas, de acordo com a última atualização, nesta quinta, a ocupação de leitos na rede SUS é de 90% nas vagas de terapia intensiva e de 86% nas enfermarias. Ao todo, 180 pessoas aguardam leitos para Covid-19 na capital e na Baixada Fluminense, sendo 80 para leitos de terapia intensiva.