Covid-19: Rio teve 3.389 diagnósticos da doença no último dia 3, o segundo maior número desde começo da pandemia

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RIO — O Rio Rio reistrou 3.389 diagnósticos da Covid-19 no último dia 3, o segundo maior número desde começo da pandemia, em março de 2020. Já número de hospitalizações é considerado baixo diante da explosão de casos da doença, mas o painel da prefeitura já mostra um crescimento preocupante. No último dia 24, havia 11 pessoas internadas na rede SUS da capital. Na quinta-feira, 13 dias depois, eram 44, com 11 na fila de espera por um leito. Além disso, foram registradas duas mortes após mais de uma semana com esse indicador zerado.

Apesar da multiplicação dos casos da deonça nos últimos dias, o município ainda tem 800 mil moradores que não voltaram aos postos de saúde para tomar o reforço da vacina. Especialistas alertam que a terceira dose é a principal estratégia para conter a variante Ômicron neste momento em que a cidade enfrenta a quinta onda da pandemia. Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, 98,1% das amostras sequenciadas na capital são da nova cepa. O restante é da Delta, que até o mês passado era a predominante.

— Todos os cariocas que completaram quatro meses da segunda dose devem procurar uma unidade de saúde e se vacinar. É muito importante respeitar esse intervalo. A cidade tem hoje 800 mil moradores aptos — aformou o secretário, durante a inauguração de mais um centro de atendimento e testagem em um colégio do Leblon, Zona Sul do Rio.

Segundo Soranz, enquanto a Delta levou mais de 45 dias para dominar o mapa de perfil viral do Rio, a Ômicron precisou de apenas 17:

— Essa variante se dissemina e transmite muito mais rápido e já assumiu o mapa das variantes da cidade. Hoje, 98,1% de todos os casos de Covid que circulam na cidade são da Ômicron. Mas, felizmente, nós não estamos vendo aumento de internações e casos graves.

A capital tem 55 casos confirmados de Ômicron e outros 199 que muito provavelmente são da mesma cepa. A Secretaria municipal de Saúde explicou que essas amostras são coletadas em unidades de saúde sentinela localizadas nas dez áreas da cidade, garantindo uma representatividade amostral.

O número de hospitalizações, embora ainda baixo, já mostra um crescimento preocupante. Diante do sinal de alerta, Soranz já pediu a reabertura de leitos nas redes estadual e federal. Ele disse que a prefeitura está pronta para receber pacientes com Covid-19 no Hospital Ronaldo Gazolla, em Acari, que era referência para Covid e hoje atende outras especialidades. O secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, disse que ainda não há pressão sobre a rede, mas que o governo tem condições de reconverter leitos se for preciso.

Soranz disse que, se houver aumento de casos graves ou internações, será preciso rever planejamento atual de restrições.

— Precisamos ver como essa variante irá se comportar. Por isso, os próximos 15 dias serão fundamentais para a gente ter a análise mais precisa desse cenário epidemiológico — disse o secretário. — Hoje, 93% dos internados não têm esquema vacinal completo. Então, vacinem-se, é importante!

O prefeito Eduardo Paes, que também foi à inauguração do novo posto de testagem, descartou medidas mais restritivas, por enquanto.

— Restrições demais nesse momento não estão conectadas com a vida real. Num primeiro momento sem vacina e sem conhecer a doença, é natural que seja mais restritivo. Agora, me parece ser diferente. Temos visto outros países com menos restrições e com mais consciência coletiva com alertas à população. Precisamos dialogar.

Para renascer das cinzas

Paes defendeu o que chamou de “consciência coletiva”.

— O nosso foco agora é vacina, vacina e vacina. Precisamos muito de consciência coletiva. Estamos entrando no terceiro ano de pandemia. Há uma necessidade de coesão social. Entendemos nesse momento que o importante é vacina, teste e consciência coletiva. Quem pode deve tomar a dose de reforço — destacou Paes, que escolheu o samba “Renascer das cinzas”, de Martinho da Vila, para definir a situação enfrentada pela cidade.

— Vamos renascer das cinzas, plantar de novo o arvoredo. Bom calor nas mãos unidas, na cabeça um grande enredo — cantou.

Ele destacou que é importante seguir com o uso da máscara de proteção em locais fechados ou de grandes aglomerações. Também defendeu testagem em caso de sintomas e isolamento para positivados.

— Não dá para o governo, em lugar nenhum do mundo, ficar atrás do cidadão. Ele tem que entender que estamos vivendo uma nova onda. Temos que tomar os cuidados. É preciso o uso inteligente da máscara, saber onde se deve usar. Tornamos facultativo o uso desse item nos espaços públicos, mas a maioria das pessoas continuam a usar mesmo assim. É um fenômeno interessante. É dessa consciência coletiva que estamos falando.

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