Covid-19: saiba como as escolas privadas do Rio pretendem se portar sobre a exigência de vacinação em crianças

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Desde que a Escola Americana, com unidades na Barra da Tijuca e na Gávea, anunciou que só receberá alunos em dia com a imunização contra a Covid-19 para as aulas presenciais, incluindo aqueles de 5 a 11 anos que começarão a receber as doses, no Rio, na próxima segunda-feira, muitos pais vêm se perguntando se outras escolas particulares adotarão a mesma medida — cuja legalidade divide especialistas, que apostam na judicialização da questão. O EXTRA contatou 17 estabelecimentos ou redes de ensino tradicionais da cidade a respeito do tema. Entre os que responderam, que totalizam 21 unidades, nenhum pretende exigir, desde o início das aulas, a vacinação em dia contra a Covid-19, salvo no caso de surgir alguma previsão nesse sentido por parte das autoridades.

— Nós só vamos exigir imunização se for uma determinação de estado ou prefeitura. Mas, de alguma forma, vamos nos comunicar com os pais, mostrando a importância que vemos na vacinação de todos — diz Verinha Affonseca, diretora da Escola Nova, na Gávea.

"Nossos funcionários foram vacinados e vêm sendo estimulados a tomarem a dose de reforço. Embora não exijamos comprovante de vacinação, incentivamos que nossos alunos se vacinem, no intuito de se protegerem e evitarem a disseminação do vírus", informou, em posicionamento similar, o Grupo Sinergia Educação, responsável pelo CEL, com quatro unidades na cidade, e pelo Colégio Franco-Brasileiro, em Laranjeiras.

— Nossa posição é que o Mopi seguirá as orientações das autoridades públicas — garantiu, por sua vez, Vinicius Canedo, diretor-executivo da rede, que tem unidades na Tijuca e no Itanhangá.

Vicente Delorme, diretor de planejamento do Colégio pH, com 12 unidades no Rio e em Niterói, segue a mesma linha:

— Estamos, desde o começo da pandemia, nos pautando nas orientações do governo e das autoridades sanitárias. Continuaremos dessa forma e, a partir de novidades, vamos nos comunicar com nossas famílias.

Já a rede AZ, que passará a ter alunos de 11 anos em 2022, na unidade da Barra, afirmou que "entende que a educação privada é regulada por órgãos públicos e, portanto, segue as orientações das autoridades competentes quanto à vacinação dos alunos" e que, "enquanto não houver essa exigência por parte dos órgãos públicos, a vacinação para os alunos do AZ não é obrigatória". A escola prossegue: "Entretanto, orientamos e incentivamos os nossos alunos a se vacinarem, pois temos a percepção de que a vacinação é de extrema importância para o convívio saudável da comunidade escolar".

Os responsáveis pela Escola Parque e o Colégio Pensi informaram que estão planejando o ano letivo, e que os protocolos ainda não foram definidos. Já o Colégio Inovar Veiga de Almeida, o Colégio Força Máxima e o Elite preferiram não se manifestar sobre o tema. Até a publicação desta reportagem, não haviam respondido o Colégio Santo Inácio, a Escola Eleva, a Rede Daltro Educacional, o grupo Raíz Educação, o Centro Educacional Anísio Teixeira (Ceat) e o Colégio Miraflores.

O EXTRA também procurou o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Rio (Sinepe-Rio), que engloba escolas da capital, mas o órgão alegou que está passando por mudanças na diretoria e não enviou um posicionamento. Já o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do RJ (Sinepe-RJ), com sede em Niterói e responsável por instituições de 61 municípios do estado, afirmou que orienta "que as escolas incentivem a vacinação de todos os grupos aptos", mas que "a questão da exigência é autonomia" de cada filiado. Por fim, a Associação Brasileira de Educação Infantil (Asbrei) informou que continuará "cumprindo à risca todos os protocolos de segurança e determinações das autoridades sanitárias e de educação".

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