Covid-19: São Paulo inicia vacinação da 3ª dose na quinta-feira (18)

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A dose de reforço é recomendada para todos os adultos que receberam a segunda dose (D2) dos imunizantes Coronavac, Astrazeneca e Pfizer. (Foto: Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images)
A dose de reforço é recomendada para todos os adultos que receberam a segunda dose (D2) dos imunizantes Coronavac, Astrazeneca e Pfizer. (Foto: Rahel Patrasso/Xinhua via Getty Images)

A cidade de São Paulo inicia nesta quinta-feira (18) a aplicação da 3ª dose das vacinas contra a Covid-19 para os maiores de 18 anos que já receberam as duas doses anteriores há, pelo menos, 5 meses. O Ministério da Saúde anunciou, nesta terça (16), a liberação da dose de reforço.

A dose de reforço é recomendada para todos os adultos que receberam a segunda dose (D2) dos imunizantes Coronavac, Astrazeneca e Pfizer. Independemente do imunizante aplicado nas duas primeiras vezes, todos receberão a dose de reforço da Pfizer na capital paulista.

Confira o calendário da aplicação da 3ª dose da vacina em SP

Quinta-feira (18):

  • Adultos que tomaram a 2ª dose até dia 27 de abril

Sexta-feira (19):

  • Adultos que tomaram a 2ª dose até dia 17 de junho

Para os dois grupos, são esperadas 800 mil pessoas, segundo informou a prefeitura de São Paulo.

De acordo com o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, com essa iniciativa a capital terá a possibilidade de acelerar ainda mais o processo de vacinação oferecendo mais segurança aos paulistanos. “No final de semana, a capital ultrapassou a marca de 1 milhão de doses de reforço aplicadas na cidade de São Paulo”, lembrou o secretário.

A cidade segue ainda com a vacinação de primeira e segunda doses para os maiores de 18 anos e para os adolescentes de 12 a 17 anos, além da dose de reforço para os maiores de 60 anos e grupo de trabalhadores como os da saúde e da educação.

Vacinação da 3ª dose anunciada pelo governo

O Ministério da Saúde anunciou que todos os adultos com mais de 18 anos poderão tomar a dose adicional da vacina contra a covid-19. O intervalo, que antes era de 6 meses, foi reduzido para 5 meses.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (16) pelo ministro Marcelo Queiroga. “Graças às informações que temos dos estudos científicos, nós decidimos ampliar a dose de reforço para todos acima de 18 anos que tenham tomado a segunda dose há mais de cinco meses”, afirmou.

Até agora, a recomendação era que a dose adicional fosse aplicada apenas em maiores de 60 anos e profissionais de saúde após seis meses do ciclo vacinal completo. Imunossuprimidos poderiam tomar a terceira dose após 28 dias.

A expectativa do Ministério da Saúde é que 12,4 milhões de pessoas já possam tomar a dose adicional no mês de novembro.

Marcelo Queiroga afirmou que a preferência é que a vacina aplicada seja diferente daquela usadas na duas primeiras doses. Além disso, o mais adequado é que seja o imunizante Pfizer, mas, em caso de falta desta vacina, também podem ser usados os imunizantes da Janssen e da AstraZeneca como dose adicional. "É preferencial que essa aplicação seja com dose diferente, o que nós chamamos de vacinação heteróloga, e essa decisão é baseada na ciência", disse.

Ainda não há uma definição sobre qual deverá ser a terceira dose aplicada em quem tomou as duas primeiras doses da Pfizer. Em relação aos brasileiros que tomaram a primeira dose da AstraZeneca e a segunda da Pfizer, a terceira dose deve ser também da Pfizer.

A ideia, segundo Queiroga, é que as doses necessárias sejam distribuídas na próxima semana, para que os adultos possam se vacinar. O calendário de vacinação deve ser divulgado pelos estados e municípios, mas, de acordo com o ministro, o cronograma deve ser regido pelo tempo de intervalo entre o primeiro ciclo, agora de 5 meses.

Entenda como vai funcionar aplicação da terceira dose para todos

A aplicação poderá ser diferente para quem tomou tipos distintos tipos de imunizantes. Há cinco situações diferentes:

  1. Vacinados com duas doses da CoronaVac

  2. Vacinados com duas doses da AstraZeneca

  3. Vacinados com uma dose da AstraZeneca e uma da Pfizer

  4. Vacinados com duas doses da Pfizer

  5. Vacinados com uma dose da Janssen

Para quem tomou duas doses de CoronaVac

Os brasileiros que tomaram as duas primeiras doses de CoronaVac devem receber, prioritariamente, a dose adicional da Pfizer. Caso o imunizante esteja indisponível, podem ser aplicadas também as vacinas Oxford/AstraZeneca ou Janssen. O intervalo entre a segunda dose e a dose adicional é de 5 meses.

Para quem tomou duas doses da AstraZeneca

Os brasileiros que tomaram as duas primeiras doses de AstraZeneca devem receber a dose adicional da Pfizer. Segundo o Ministério da Saúde, a ideia é que a vacinação seja feita de forma heteróloga, ou seja, com uma vacina diferente daquela aplicada na segunda dose. Dessa forma, não pode ser aplicada uma terceira dose de AstraZeneca. A CoronaVac não tem previsão de ser usadas como dose adicional pelo Ministério da Saúde.

Dose adicional estava sendo aplicada em idosos, profissionais de saúde e pessoas imunossuprimidas. Agora, todos os adultos poderão tomar, com intervalo de cinco meses
Dose adicional estava sendo aplicada em idosos, profissionais de saúde e pessoas imunossuprimidas. Agora, todos os adultos poderão tomar, com intervalo de cinco meses (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

Para quem tomou uma dose da AstraZeneca e outra da Pfizer

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, nos casos de pessoas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca e a segunda da Pfizer, a dose adicional deverá ser da Pfizer.

Para quem tomou duas doses da Pfizer

O Ministério da Saúde afirmou que ainda está decidindo qual será a dose adicional aplicada em brasileiros que tomaram as duas primeiras doses da Pfizer. Como o imunizante começou a ser aplicado em abril, a pasta prevê que ainda há tempo para tomar a decisão de usar a mesma vacina ou tomar um imunizante diferente para promover a vacinação heteróloga.

"Ainda não está no tempo de aplicar esse reforço, mas esperamos ter informações concretas a esse respeito em um curto espaço de tempo", justificou Queiroga.

Para quem tomou a dose da Janssen

O ministro da Saúde explicou que, hoje, é sabido que a vacina da Janssen precisa de uma segunda dose - diferente da dose de reforço. Quem receber o imunizante pode tomar a segunda dose após dois meses, assim como funciona com a AstraZeneca - as vacinas tem plataforma similar. Só após cinco meses depois da segunda dose, quem tomou a vacina da Janssen poderá receber a dose adicional, preferencialmente a da Pfizer.

A partir da próxima sexta-feira (19), o Ministério da Saúde vai distribuir doses da Janssen aos estados e municípios, para aplicação da segunda dose.

Quando começará aplicação

O Ministério da Saúde pretende começar a distribuição de vacinas específicas para aplicação da dose adicional na próxima semana. No entanto, o calendário de aplicação deve ser anunciado pelos estados e municípios.

Atualmente, já estão recebendo a dose de reforço idosos com mais de 60 anos e profissionais de saúde, além de pessoas imunossuprimidas após 28 dias do ciclo vacinal completo.

A previsão da pasta é terminar a aplicação da dose adicional até maio de 2022. Veja quantas pessoas o Ministério da Saúde espera vacinar a cada mês:

  • Novembro de 2021: 12,4 milhões de pessoas

  • Dezembro de 2021: 2,9 milhões de pessoas

  • Janeiro de 2022: 12,4 milhões de pessoas

  • Fevereiro de 2022: 21,8 milhões de pessoas

  • Março de 2022: 29,6 milhões de pessoas

  • Abril de 2022: 19,6 milhões de pessoas

  • Maio de 2022: 4,3 milhões de pessoas

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