Covid-19: Sem acordo local, vacina da Pfizer ainda é promessa distante para população brasileira

Constança Tatsch
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RIO — A notícia da eficácia de 90% da vacina da Pfizer/BioNTech em resultados preliminares do seu teste de fase 3 é, segundo especialistas, “promissora”. No entanto, ainda não há perspectivas de acesso a essa possível vacina para a população brasileira.

No momento, há acordos no país com os imunizantes testados contra a Covid-19 comandados pela Universidade de Oxford e AstraZeneca e a Sinovac e o Instituto Butantan.

A Pfizer Brasil informou ao GLOBO que não há nenhuma parceria acertada entre a farmacêutica e instituições ou governos no país. A empresa afirma que ofereceu a possibilidade de acordo com o governo federal, mas jamais obteve resposta. Procurado, o Ministério da Saúde ainda não retornou.

Também há problemas sérios de logística, de armazenamento e distribuição. O imunizante da Pfizer, por exemplo, precisa ser mantido a –70 graus Celsius. É um freezer muito mais potente do que os que os postos de saúde costumam ter.