Covid-19: sete principais razões por que a doença matou tanto no Brasil

Covid-19: Brasil teve mortalidade acima da média global - Foto: REUTERS/Pilar Olivares
Covid-19: Brasil teve mortalidade acima da média global - Foto: REUTERS/Pilar Olivares

Após quase três anos de pandemia de Covid-19, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) lança hoje (21) um dossiê com conclusões sobre a doença em que aponta sete causas para o coronavírus ter sido especialmente destrutiva no Brasil.

Segundo a coluna do jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, o documento recorda que em de março de 2022 o país concentrava 2,7% da população mundial, e respondia até então por 10,7% das mortes pela doença no mundo. Enquanto a média global da mortalidade acumulada por país era de 770 para cada 1 milhão de pessoas, no Brasil ocorriam 3.070 mortes para cada 1 milhão, ou seja, 4 vezes mais que a medida global.

Essa alta, segundo a Abrasco, está associada a sete falhas centrais. Entre elas estão:

  • baixas testagem, isolamento de casos e quarentena de contatos.

  • uso de uma abordagem clínica, e não populacional, para enfrentar a pandemia.

  • desestímulo ao uso de máscaras;

  • promoção de tratamentos ineficazes;

  • atraso na compra de vacinas e desestímulo à vacinação;

  • falta de liderança do Ministério da Saúde na articulação dos entes federados e com subsistema complementar;

  • falta de uma política de comunicação unificada

A tragédia no país por conta da doença, segundo o relatório da associação, deixa evidente, segundo o jornalista, a responsabilidade do governo de Jair Bolsonaro, que no início da pandemia fez pouco caso da doença. Chegando a permitir o uso de medicações ineficazes para combater o coronavírus.