Covid-19: situação piora na Europa e na América Latina essa semana

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Um homem caminha em um cemitério em Kiev em 11 de novembro de 2021, em meio à pandemia de coronavírus em curso (AFP/Sergei SUPINSKY)

A pandemia de covid-19 continua a acelerar na Europa e a situação sanitária voltou a deteriorar na América Latina essa semana.

Um indicador importante, o número de casos diagnosticados, reflete, porém, apenas uma fração do número real de infecções e as comparações entre os países devem ser feitas com cautela, pois as políticas de testagem diferem de um país para outro.

Mais de 470.000 casos diários

Com 472.800 contaminações registradas todos os dias no mundo esta semana, o indicador está aumentando pela quarta semana consecutiva (+ 8% em relação à semana anterior), de acordo com balanço da AFP até quinta-feira (11).

Deterioração na Europa e na América Latina

Ao contrário das semanas anteriores, a Europa (+ 13%) já não é a única região que vê a sua situação agravar-se. A zona da América Latina/Caribe (+ 14%) também sofre. Quanto à África, registrou um aumento de + 15% de novos casos, um resultado distorcido, porém, pela recuperação dos dados de Botsuana.

Em outros lugares, a situação continua melhorando no Oriente Médio (-12%), Ásia (-7%) e Oceania (-6%), enquanto é quase estável nos Estados Unidos / Canadá (+ 1%).

Europa concentra acelerações

Os dez países que registraram as maiores acelerações da semana (entre aqueles com pelo menos 1.000 contaminações diárias) estão localizados no Velho Continente: Hungria (+ 77%, 6.600 novos casos por dia), Polônia (+ 66%, 14.600), Alemanha (+ 61%, 31.700), Áustria (+ 57%, 9.600), Croácia (+ 54%, 5.500), França (+ 52%, 9.500), Suíça (+ 49%, 2.900), Itália (+ 48%, 6.700), Espanha (+ 48%, 2.900) e Holanda (+ 42%, 10.900).

Principais diminuições

As três principais reduções também ocorrem na Europa, em países do leste do continente que tiveram surtos no início do outono: Romênia (-35%, 6.500), Letônia (-35%, 1.400) e Estônia (- 34%, 1.200).

Seguem as Filipinas (-33%, 2.200) e a Mongólia (-30%, 900).

Mais contaminações

Os Estados Unidos continuam sendo de longe o país com o maior número de novas infecções em termos absolutos esta semana (73.100 casos diários, -1%), à frente da Rússia (39.800, -1%) e do Reino Unido (34.300, -12%).

Em proporção à população, excluindo micro-Estados, o país com o maior número de casos novos esta semana é a Eslovênia (1.080 por 100.000 habitantes), à frente da Croácia (943) e da Geórgia (833).

Mortes

A Rússia registra o maior número de mortes diárias, 1.205 por dia esta semana, à frente dos Estados Unidos (1.160) e da Ucrânia (673).

Globalmente, 7.160 mortes foram registradas todos os dias esta semana, um número em alta de 2%.

Vietnã vacina a toda velocidade

Sobre as taxas de vacinação, o Vietnã está no topo do pódio esta semana, administrando doses a 1,33% de sua população a cada dia. Em seguida, entre os países com mais de um milhão de habitantes, Irã (0,96%), Taiwan (0,82%), Bangladesh (0,81%), Peru e Cuba (0,79% cada).

Esses países estão todos na América Latina e na Ásia, uma tendência que vem sendo observada há vários meses. Os países dessas regiões estão gradativamente alcançando os campeões da imunização, que até então estavam localizados principalmente na Europa, América do Norte e Oriente Médio.

Até o momento, os Emirados Árabes Unidos são o país mais vacinado do mundo, com 89% de sua população totalmente vacinada. Estão à frente de Portugal (86%). Seguem Singapura (80%), Espanha e Camboja (79% cada), Coreia do Sul (78%), Itália, Malásia, Canadá, Uruguai e Dinamarca (76% cada), Irlanda, Japão e França (75% cada).

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