Covid-19: taxa de positivos atinge o patamar mais alto dos últimos três meses em farmácias e laboratórios do país

A taxa de positivos para a Covid-19 – percentual do total de testes realizados com resultado para a doença – voltou a crescer nas farmácias e laboratórios do Brasil e alcançou o patamar mais alto dos últimos três meses. Os dados são de levantamentos realizados pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed).

Nas drogarias, onde são feitos testes rápidos do tipo antígeno, o índice, que vinha em queda, disparou para 20,75% na última semana de outubro. Na comparação com a última semana de setembro, quando estava em 6,32%, houve um aumento de 228%. A taxa do fim de outubro é a mais alta desde a primeira semana de agosto, quando era de 21,05%.

Nos laboratórios, onde o teste é do tipo RT-PCR, a taxa chegou a 23,1% na primeira semana de novembro, o patamar mais elevado desde os últimos sete dias de julho, quando estava em 22%. De lá até outubro, a positividade foi caindo, chegando a 3,7% na primeira semana do mês passado. Na seguinte, voltou a subir, alcançando 5,1%. Nos últimos 14 dias do mês, foram registrados índices de 8,8% e 17,3%, respectivamente.

Em relação ao compilado de cada mês, os dados da Abrafarma mostram que em julho, em meio à última onda da Covid-19 no Brasil, a positividade chegou a 30,9%. Ela caiu para 16,73% em agosto, e despencou para 7,56% no mês seguinte. Na primeira semana de outubro, chegou ao patamar mais baixo: apenas 6,07% dos diagnósticos com resultado positivo.

Na segunda semana do mês, porém, o índice já voltou a subir de forma acelerada, alcançando 9,36%. Na terceira, aumentou para 15,5%, e chegou à marca de 20,75% nos últimos sete dias de outubro. No compilado do mês, a taxa ficou em 13,26%.

A Abrafarma aponta ainda que seis estados registraram percentual de positividade acima de 20% no final do mês passado, e portanto acendem o sinal de alerta. São eles São Paulo (20%); Rio de Janeiro (21%); Santa Catarina (24%); Sergipe (24%); Pará (33%) e Amazonas (41%).

Os dados tanto das farmácias, como das unidades laboratoriais, mostram que a proporção de testes positivos cresceu de forma significativa no final de outubro, indicando maior circulação do vírus, segundo especialistas de ambas as associações.

As informações das drogarias são de mais de 8,9 mil farmácias de todos os estados brasileiros, parte das 26 maiores redes do país, reunidas pela Abrafarma. Em relação aos laboratórios, a Abramed responde por cerca de 60% de todos os exames realizados pela saúde suplementar no país.