Covid-19: Teste detecta qual das cinco variantes paciente apresenta

Suzana Correa
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SÃO PAULO — Pacientes infectados com Covid-19 podemdescobrir qual variante contraíram através de novo teste molecular que detectaaté cinco variantes. A expectativa é que os dados permitam mapeamento dasvariantes pelo país e subsidiem políticas públicas de controle epidemiológico.O tratamento recomendado, no entanto, segue o mesmo para todos os casos. Vacina:O teste molecular que detecta as cinco variantes jádescritas no Brasil foi lançado nesta semana pela empresa de diagnósticos Dasae disponibilizado em laboratórios da rede pelo país. Pacientes com diagnósticoconfirmado de Covid-19 podem descobrir se contraíram uma das três variantesmais preocupantes que circulam no país — a amazonense P.1, a inglesa B.1.1.7 oua sul-africana B.1.351. O teste também detecta as variantes brasileiras P.2(descoberta no Rio de Janeio) e N.9 (de São Paulo).— Será útil para entendermos a prevalência de cada umae subsidiar políticas públicas de vigilância epidemiológica, como adoção demedidas de isolamento, já que algumas são associadas com maiortransmissibilidade. Mas o tratamento indicado para a doença é o mesmo para todasvariantes — explica Gustavo Campana, patologista e diretor médico daDasa.Os testes também podem ser úteis para análises sobre aeficácia da vacina entre diferentes variantes e em casos de reinfecção porCovid-19, em que o paciente poderá entender se foi contaminado por novavariante ou apresenta sintomas devido a resquícios da infecção anterior. A Hora da Ciência:Testes similares foram desenvolvidos por pesquisadores doInstituto Leônidas & Maria Deane da Fiocruz Amazônia), em fevereiro, eespecialistas do Laboratório de Biologia Integrativa da Universidade Federal deMinas Gerais, em março. Os testes são capazes de diagnosticar a doença edetectar até quatro variantes, mas faltavam insumos para que fossem aplicadosem grande escala.O resultado é divulgado horas depois do exame. Antes, adescoberta do tipo de variante dependia de sequenciamento genético, que poderialevar até seis semanas. Nenhum dos testes criados, no entanto, é capaz dedetectar novas variantes ainda não identificadas do vírus, que ainda dependemdo sequenciamento dos genes do vírus.