Covid-19: Testes positivos para SARS-CoV-2 aumentaram de 5% para 30% em unidades da rede particular no Rio

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RIO — Os testes positivos para Covid-19 aumentaram de 5%, em todo o mês de dezembro, para 30%, em apenas dois dias do mês de janeiro, nas unidades da Dasa, rede de saúde integrada composta pelos laboratórios Sérgio Franco, Bronstein e Lâmina.

Segundo o levantamento da Data & Analytics da Dasa, o volume de testes no Rio de Janeiro subiu 30,2% no mês de dezembro em relação a novembro.

Nos exames realizados nas mais de 900 unidades ambulatoriais da rede em todo o país, segundo o estudo, a taxa de positividade passou de 12,72%, em 27 de dezembro de 2021, para 27,22%, em 2 de janeiro. No dia 4 de dezembro, a positividade era de 1,38%.

Também houve aumento no volume de testes de RT-PCR para Covid-19 na Rede Dasa. O crescimento em dezembro foi de 55,3% comparado com novembro, patamar similar ao de julho. Os testes de antígenos também tiveram aumento de procura e a positividade alcançou 24,27% no dia 2 de janeiro, maior patamar da série histórica.

Nesta terça-feira, no laboratório Sérgio Franco, em Botafogo, Zona Sul do Rio, a fila dobrava o quarteirão. Um funcionário, sem se identificar, conta que o número de testes positivos para Covid-19 aumentou exponencialmente nos últimos dias:

— O material que tínhamos para dois meses de trabalho acabou em apenas três dias. Tivemos que buscar mais testes no estoque da empresa, de outras unidades. Atualmente, em média, cerca de 50% dos testes realizados aqui no laboratório estão positivando. Foi um aumento muito grande e em um curto período de tempo. Assustador.

A publicitária Amanda Santiago, de 33 anos, foi uma das pessoas que, com sintomas gripais, procurou pelo teste.

— Decidi ter a certeza se estou com Covid-19. Passei o Natal com parte da minha família, aqui no Rio mesmo, e, sete dias depois, no último sábado, dia 1°, comecei a tossir, ter um pouco de coriza e dor no corpo — conta ela, destacando a dificuldade em conseguir o agendamento: — Os laboratórios estão todos lotados, demorando, sem agenda disponível.

No momento em que o número de casos confirmados de Covid-19 na cidade do Rio teve um grande salto, cariocas têm apostado na imunização e ido aos postos em busca da dose de reforço. Mas a percepção dos vacinados é de que cada vez menos pessoas têm aderido à campanha. O programador Antonio Nogueira, de 53 anos, conta que ficou surpreso com o tamanho reduzido da fila no Centro Municipal de Saúde (CMS) João Barros Barreto, em Copacabana.

— A impressão é que as pessoas estão indo menos aos postos. No dia da minha primeira dose, havia muita gente. No dia da segunda, menos um pouco. Hoje (terça-feira), menos ainda. E como agora não há separação por gênero, eu imaginei que fossem ter filas maiores — observa ele, que tomou a dose de reforço com o intervalo de cinco meses.

No posto instalado no Planetário, na Gávea, a procura era grande, mas com filas menores do que o registrado antes.

— Tinha uma fila pequena, mas em relação às duas primeiras doses, os postos estão mais vazios. Mas é importante destacar a importância do reforço. Temos que nos vacinar — conta a profissional da saúde Kamila Urgal, de 37 anos.

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