Covid-19: União Europeia recebe pedido de uso emergencial de vacina da AstraZeneca

Extra e agências internacionais
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Foto: DADO RUVIC / DADO RUVIC

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou, nesta terça-feira (12), que a farmacêutica britânica AstraZeneca e a Universidade de Oxford (Reino Unido) solicitaram a autorização para o uso de sua vacina contra a Covid-19 na União Europeia (UE). O imunizante já foi autorizado por países como Reino Unido, Argentina, México, Marrocos e Índia. No Brasil, a solicitação de uso emergencial foi formalizada pela Fiocruz junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária na semana passada.

"A EMA recebeu uma solicitação para uma autorização condicional de comercialização da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford", de acordo com um comunicado divulgado pelo regulador europeu.

Se for aprovada, este será o terceiro imunizante disponível nos 27 países da UE, que buscam acelerar as campanhas de vacinação. Já foram aprovados as fórmulas da Pfizer/BioNTech e da Moderna.

A EMA disse que vai acelerar a avaliação da nova vacina e que a decisão sobre a autorização pode ser divulgada até 29 de janeiro, "desde que os dados apresentados sobre qualidade, segurança e eficácia" se mostrem "suficientemente sólidos e completos". Foram incluídos resultados dos ensaios clínicos conduzidos no Brasil, Reino Unido e África do Sul.

Os 27 membros da União Europeia estão tentando acelerar as vacinações depois de um início lento e com a escassez de suprimentos, o que obrigou autoridades nacionais a considerar medidas como a extensão da janela entre a primeira e a segunda doses.

A pressão também aumentou após a descoberta de variantes mais contagiosas do novo coronavírus. A AstraZeneca disse que sua vacina deve ser eficaz contra a variante prevalente no Reino Unido, identificada como B.1.1.7, embora os testes ainda não tenham confirmado isso.

Segundo estudo publicado com revisão de pares no início de dezembro na revista Lancet, a eficácia geral do imunizante da AstraZeneca é de 70%. O imunizante é a principal aposta do governo brasileiro. Além de um acordo entre o Ministério da Saúde, a Fiocruz e a AstraZeneca, que prevê a fabricação de 100,4 milhões de doses da vacina de Oxford até o fim do primeiro semestre de 2021, há um contrato com o Instituto Serum, da Índia, para o envio de 2 milhões de doses ao Brasil.

O pedido da Fiocruz à Anvisa protocolado na última sexta-feira se refere justamente às vacinas da instituição indiana e deve ser avaliado até o próximo dia 22. Além disso, a Fiocruz deve solicitar o registro definitivo até o dia 15 de janeiro.