Covid-19: vacinação infantil começa este mês; tire suas dúvidas

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SÃO PAULO — A vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19 está prevista para começar nas próximas semanas. Nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde detalha como será a imunizacação deste público, que é alvo de polêmica no país. Algumas informações dessa decisão já foram adiantadas pelo GLOBO. Confira abaixo o esclarecimento para as principais dúvidas sobre o tema.

Após consulta pública, o Ministério da Saúde decidiu que não exigirá receita médica para vacinar crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. A informação foi antecipada pelo GLOBO por membros ligados à pasta. Especialistas ouvidos pelo GLOBO afirmam que esse é um ponto fundamental para garantir a igualdade no acesso às vacinas, conforme garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e a agilidade na vacinação deste público.

Não. A autorização para vacinação será apenas uma recomendação, não obrigatória como havia sido anunciado.

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o Brasil deve receber os primeiros lotes de imunizantes pediátricos na segunda quinzena deste mês. O governo de São Paulo anunciou que pretende começar a vacinar o público infantil daqui a três semanas. Já a cidade do Rio de Janeiro, a partir do dia 16. O início do calendário, contudo, depende da entrega das doses pediátricas por parte do ministério. O detalhamento do cronograma de entregas pela pasta está previsto para esta quarta-feira.

São cerca de 20 milhões de crianças com idade entre 5 e 11 anos no Brasil. Isso significa que para a imunização completa, com duas doses, são necessárias 40 milhões de vacinas. Como mostrou O GLOBO, a previsão é que cerca de 3,7 milhões de doses pediátricas cheguem ao Brasil em janeiro. O montante deve alcançar 20 milhões até o fim do primeiro trimestre. Se essa previsão se mantiver, irá demorar ao menos três meses para imunizar todas as crianças com ao menos uma dose.

A aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina um intervalo de 21 dias entre as doses, da mesma forma que o imunizante aprovado para outras faixas etárias. No entanto, o Ministério da Saúde adotará o intervalo de oito semanas entre as doses pediátricas. A informação foi antecipada pelo GLOBO por membros ligados à pasta.

Na semana passada, o infectologista e pediatra Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria e membro da Câmara Técnica Assessora de Imunização Covid-19 (Ctai), que orienta o Ministério da Saúde sobre temáticas relativas à vacinação, disse ao GLOBO que havia a possibilidade de aumentar o intervalo entre as doses para vacinar, mesmo que parcialmente, o maior número de crianças. Segundo ele, estudos mostram que a proteção se sustenta com maiores intervalos de tempo entre as doses. Há também dados sobre um maior perfil de segurança, com a redução de reações adversas, com um maior período entre as injeções.

Não. A composição das vacinas infantis é diferente da dos adultos e contém um terço da dose. Para distingui-las, os frascos terão as cores laranja e roxa, respectivamente. O imunizante infantil poderá ser armazenado por um tempo maior, de 10 semanas, de 2°C a 8°C que a destinada a adultos, com prazo de quatro semanas. O frasco terá 10 doses.

Na consulta pública inédita promovida pelo Mnistério da Saúde sobre a vacinação de crianças contra a Covid-19, a maioria dos participantes rechaçou a exigência de prescrição. Segundo a pasta, houve 99,3 mil respostas ao formulário.

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