Covid-19: volume de testes tem redução na primeira semana de janeiro

Diferente do que ocorreu nos janeiros de 2021 e 2020 a Covid-19 apresenta indicadores que sugerem maior controle da pandemia neste começo de ano. Um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) mostrou que os testes de Coronavírus realizados até 6 de janeiro de 2023 representam um volume 20,5% do que os feitos nos últimos 7 dias de dezembro do ano passado.

No mesmo período, a chamada positividade — índice de testes que aferiram que a pessoa está infectada — também caiu. Quando estende-se a lupa do período entre 31 de dezembro e 6 de janeiro em comparação com a semana de 24 a 30 de dezembro a redução foi de 5,2 pontos percentuais. Enquanto na primeira semana de janeiro o percentual de testes positivos era de 21,9%; no final de dezembro essa taxa foi de 27,1.

Para se ter uma ideia, considerando primeira semana de janeiro de 2022 — em comparação a este ano — a queda foi de 91%. A positividade naquela ocasião era de 35,13%.

Tendência internacional

A tendência de controle, cuja epidemiologia repete o cenário internacional (com exceção da China), já é observada por especialistas brasileiros há algumas semanas.

— O indicativo é de um janeiro menos tenebroso. O fato de termos tido dois janeiros muito ruins, nos anos anteriores, não são coincidência. Eles têm a ver com as aglomerações de final de ano que potencializam a transmissão, mas havia também a entrada de uma nova variante neste período (o que não há agora)— disse ao GLOBO José Eduardo Levi, virologista da Dasa.

Os médicos, contudo, avaliam que já houve momentos em que os casos estiveram mais controlados: justamente antes da onda de contágio que se disseminou no país entre novembro e dezembro, causada por subvariante da Ômicron, BQ.1.

— Esse novo cenário tem a ver com o volume de pessoas que se vacinaram e com o número de pessoas que se infectaram. Há, porém, um perigo. Já faz um tempo desde que nos vacinamos a última vez. Os estudos que temos até aqui nos indicam que certamente estamos perdendo proteção. Portanto, falar em vacinação neste momento é prioridade.