Covid: A cada 10 mortos, 6 não tomaram 3ª dose da vacina

Números reforçam a importância de tomar doses de reforço da vacina contra a covid-19 (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
Números reforçam a importância de tomar doses de reforço da vacina contra a covid-19 (Foto: REUTERS/Carla Carniel)

Resumo da notícia

  • Entre as vítimas da covid no período de março a junho de 2022, 67% não tinham a terceira dose da vacina

  • Entre as pessoas internadas pela doença, 65% não tinham a terceira dose

  • Número mostram a importância de população tomar as doses de reforço

A cada dez pessoas que morreram ou foram internada em decorrência da covid-19, seis não tomaram a terceira dose da vacina contra a doença. Os dados são da Info Tracker, da USP (Universidade de São Paulo) em parceria com a Unesp (Universidade Estadual Paulista), e dizem respeito ao período entre março e junho de 2022. As informações são do portal Uol.

Os números mostram ainda que, a cada 10 mortes, 3 tomaram a dose de reforço no ano passado, mostrando a relevância da quarta dose em 2022. A maior parte das vítimas é de idosos.

O número de internações em decorrência da covid está em alta no Brasil. Entre março e 20 de junho, 30 mil pessoas foram internadas com a doença. Entre eles, 65% dos casos não tinham a terceira dose do imunizante.

Outros 34,7% tinham tomado a vacina, mas a maior parte havia recebido o imunizante em 2021. É comum que a proteção caia ao longo do tempo, mostrando que a imunidade estava mais baixa. Assim, 90,7% dos internados com covid ou não tinha a terceira dose da vacina ou tomaram ano passado.

Entre os internados, 9,3% receberam a terceira dose neste ano.

Mortes sem vacina

Entre os mortos por covid-19, 67% das vítimas entre os meses de março e junho não tinham a terceira dose. Segundo os dados do Info Tracker, divulgados pelo Uol, foram 7.547 vítimas da doença e, entre elas, 94% ou não tomaram a terceira dose ou tomou no ano passado.

“É por conta do decaimento da proteção que os governo estão implementando a quarta dose, que é para reatualizar o esquema vacinar para adquirir a proteção máxima conferida pelas primeiras doses da vacina e por meio natural, pela infecção”, explicou Wallace Casaca ao portal g1.