Covid: Anvisa aprova teste de medicamento feito com células-tronco

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ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( National Health Surveillance Agency ).  Brasilia, Federal District - Brazil. December, 06, 2020.
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( National Health Surveillance Agency ). Brasilia, Federal District - Brazil. December, 06, 2020.
  • A Anvisa aprovou o estudo clínico do primeiro medicamento à base de células-tronco contra o coronavírus

  • Pesquisadores testarão em 100 voluntários a segurança, a tolerabilidade e a eficácia do tratamento

  • Até agora, a agência liberou três medicamentos contra a Covid, todos restritos a hospitais

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o estudo clínico do primeiro medicamento à base de células-tronco para o tratamento do coronavírus, o COVI-MSC TM, desenvolvido pela empresa americana Sorrento Therapeutics. No Brasil, a empresa é representada pela Synova Pesquisa Científica.

Segundo reportagem do portal G1, o estudo autorizado é de fase 2, em que os pesquisadores testarão em 100 voluntários a segurança, a tolerabilidade e a eficácia no tratamento do desconforto respiratório agudo causado pela Covid-19.

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Um grupo de voluntários vai receber o tratamento e o outro, uma substância inativa (placebo); a escolha de quem vai ou não receber o tratamento será feita de forma aleatória.

O COVI-MSC TM é uma "terapia avançada", nome dado a tratamentos inovadores desenvolvidos à base de células ou de genes humanos. Esses produtos, considerados especiais, necessitam de registro sanitário na Anvisa, feito de acordo com as instruções do fabricante.

Durante a fase de desenvolvimento e pesquisas controladas são definidas as indicações clínicas, os cuidados especiais durante e após o uso, os atributos de qualidade e também as principais reações adversas e os critérios para gestão de riscos do medicamento.

Até agora, a Anvisa aprovou três medicamentos para tratar a Covid. Na semana passada, liberou o uso emergencial de um medicamento com anticorpos monoclonais. Em março, anunciou o registro do antiviral remdesivir, medicamento sintético injetado na veia que impede a replicação viral.

Em abril, foi aprovado o Regn-CoV2, coquetel que contém a combinação de casirivimabe e imdevimabe, dois remédios experimentais. Todos os medicamentos aprovados são restritos a hospitais e não estão à venda nas farmácias.