Covid: Como SP completará imunização de gestantes que já tomaram 1 dose de AstraZeneca?

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A pregnant Brazilian woman, Ligia Menezes, receives a dose of Pfizer/BioNTech coronavirus disease (COVID-19) vaccine in Sao Paulo, Brazil June 7, 2021. REUTERS/Carla Carniel
No estado de São Paulo, puérperas e gestantes que receberam a primeira dose da AstraZeneca terão segunda dose da Pfizer (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
  • No estado de São Paulo, grávidas e puérperas que receberam a primeira dose da AstraZeneca terão segunda dose da Pfizer

  • Na capital, grupo de 652 mulheres será vacinada com a segunda dose em domicílio

  • Mulheres contempladas devem ser contatadas pelas UBSs onde receberam a primeira dose

Na última quarta-feira (21), o estado de São Paulo anunciou que as gestantes e puérperas que tomaram a vacina da AstraZeneca contra a covid-19 poderão se imunizar com a segunda dose da Pfizer. Na capital paulista, este grupo é formado por 652 mulheres e os serviços de saúde irão até às casas delas.

Segundo o prefeito, Ricardo Nunes, e o secretário de Saúde, Edson Aparecido, a responsabilidade de entrar em contato com essas mulheres será das Unidades Básicas de Saúde. A segunda dose deve ser tomada 84 dias após a primeira.

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Uma lista das gestantes e puérperas elegíveis será encaminhada para as UBSs, com nome, data da primeira dose e o intervalo prevista para aplicação da segunda. Após serem contatas, as mulheres devem receber as equipes de saúde em casa para tomarem a vacina da Pfizer e, assim, completar o esquema vacinal.

Decisão não consta no PNI

A decisão de completar o esquema vacinal de grávidas e puérperas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca com o imunizante da Pfizer é do estado de São Paulo. Até o momento, o Ministério da Saúde não recomenda a “mistura” de vacinas diferentes.

"O que nós colocamos é que, a partir do dia 23 agora, sexta-feira, todas aquelas gestantes - e no estado de São Paulo temos 9 mil gestantes - que receberam a primeira dose com AstraZeneca, de acordo com uma deliberação bipartite, que saiu agora de manhã, todas essas gestantes podem ser vacinadas com a segunda dose da Pfizer", anunciou Regiane de Paula, coordenadora do Plano Estadual de Imunização.

A presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (SOGESP), Rossana Pulcinelli, celebrou o anúncio, "porque isso trazia muita insegurança para essas mulheres que tomaram a primeira dose da AstraZeneca".

Rossana ainda ressaltou a importância de seguir a vacinação de gestantes e puérperas, para reduzir as mortes maternas em decorrência da covid-19. "O público de gestantes sempre será um público onde a vacinação vai ser discutida em uma segunda linha, não só vacinação, mas medicamentos. Porque é um público já considerado vulnerável, mas nós temos que fazer uma análise de risco. Neste momento, a mortalidade pelo covid é muito superior a qualquer risco que poderia acontecer, um risco teórico, porque o risco teórico a gente não tem. Mas a gente tem uma certeza: deixar essas mulheres desprotegidas por um período de até 10 meses fica uma incoerência muito grande com o nosso apelo a toda a população que faça a segunda dose. Por que a gestante não faria a segunda dose?", questionou Rossana.

Em uma nota técnica, a SOGESP justificou que "diante do expressivo aumento da mortalidade materna no Brasil e no Estado de São Paulo e dos dados e estudos disponíveis atualmente, recomenda que: Seja disponibilizada para todas as mulheres que estejam gestantes ou puérperas no Estado de São Paulo, e que receberam a primeira dose da vacina contra COVID-19 Oxford/AstraZeneca, a possibilidade de completar seu esquema vacinal com a Pfizer Biontech (Cominarty®️) ou, na indisponibilidade desta, com a vacina Butantan/Sinovac (Coronavac®️), a ser administrada em intervalo de no mínimo 8 semanas após a primeira dose."

Apesar de a nota técnica citar a CoronaVac, na coletiva de imprensa a determinação divulgada foi pelo uso da Pfizer para essas gestantes.

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