Covid e aglomerações no Rio: 'Não é admissível que nas áreas mais nobres a gente continue com essa irresponsabilidade', diz Eduardo Paes

Rodrigo de Souza e Gisele Barros
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O prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), criticou o comportamento de moradores de áreas mais nobres do município diante da pandemia de Covid-19. As declarações foram feitas nesta sexta-feira, durante a divulgação do sétimo boletim epidemiológico da cidade. Após quatro semanas, seis regiões administrativas mantiveram o risco alto de contaminação do coronavírus, sendo a maioria localizadas nas Zona Sul e Oeste. Apesar disso, toda a cidade foi mantida no nível vermelho por precaução, pricipalmente por conta da circulação de novas variantes.

— Reparem que são as áreas mais ricas da cidade é que estão com risco alto. Esse quadro é uma demonstração de que há setores da nossa cidade agindo com enorme irresponsabilidade. O sujeito que pega a porcaria do BRT lotado do jeito que tá, o trem, tá em risco moderado. Caso todas as pessoas saudáveis do Rio, que vivem nas áreas nobres da cidade, continuem agindo como se a vida fosse uma festa, depois vão infectar alguém com comorbidade em casa. Não é admissível que nas áreas mais nobres a gente continue com essa irresponsabilidade— disse o prefeito.

Paes também anunciou que pode implementar medidas mais restritivas, como lockdown e toque de recolher, caso cenas de desrespeito aos protocolos sanitários, como as registradas no carnaval, continuem se repetindo. De acordo com o prefeito, a circulação de novas variantes mudou os planos da prefeitura, que pretendia nesta fase flexibilizar as restrições.

— Não impusemos toque de recolher, lockdown. Não quero que seja necessário fechar para que as pessoas aprendam a fórceps. Não quero ter que decretar toque de recolher, como o governador da Bahia. Não podemos aceitar aqueles que têm mais condições continuem infringindo as regras.

A prefeitura espera receber na próxima semana novas doses da vacina contra a Covid-19 para dar continuidade a campanha. Segundo o secretário de Saúde, Daniel Soranz, o governo do estado liberou nesta sexta mais 8 mil doses a serem usadas na capital, mas a secretaria municipal de Saúde decidiu por utilizar os imunizantes quando o programa for retomado.