Covid: Enfermeira é presa na Itália por aplicar doses falsas em ativistas antivacinas

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Covid: Enfermeira é presa na Itália por aplicar doses falsas em ativistas antivacinas
Covid: Enfermeira é presa na Itália por aplicar doses falsas em ativistas antivacinas (Foto: Reprodução)
  • Covid: Enfermeira é presa na Itália por aplicar doses falsas em ativistas antivacinas

  • Mulher também falsificou a própria dose de reforço

  • Variante ômicron é responsável por mais de 80% dos casos da doença na Itália

Uma enfermeira foi presa em Palermo, na Itália, após aplicar doses falsas de vacina contra a covid-19 em pessoas que são contra a vacinação. O caso aconteceu no sábado (15).

De acordo com o jornal britânico The Guardian, os ativistas antivacinas queriam um comprovante de vacinação contra o coronavírus mesmo sem terem sido imunizados.

Em vídeo publicado pela polícia da cidade, a enfermeira, de 58 anos, é flagrada por uma câmera de segurança jogando fora o conteúdo do frasco da dose antes de fazer a aplicação na pessoa.

Ainda segundo a polícia, a mulher será investigada por falsidade ideológica e peculato — subtração ou desvio de dinheiro ou bem público .

A enfermeira tem 58 anos e, conforme mostrou o jornal britânico, trabalhava em um centro de imunização em Palermo. Assim como fazia com os antivacinas, ela também falsificou a própria dose de reforço que teria recebido.

Aos investigadores, a mulher disse que injetou vacinas falsas porque precisava de dinheiro para sustentar seu filho na universidade, além de ter confessado que forneceu aos ativistas antivacinas resultados negativos de testes de covid-19.

O acontecimento não é um caso isolado no país: no final do ano passado, também na Sicília, três pessoas, incluindo uma enfermeira e o líder de um movimento antivacinas, foram presas e acusadas de corrupção e falsificação.

Segundo a imprensa da Itália, naquela época, quem queria falsificar o comprovante de vacinação contra a covid-19 chegava a desembolsar 400 euros — cerca de R$ 2.500.

Atualmente, a variante ômicron do coronavírus é responsável por mais de 80% dos casos da doença na Itália.

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